SENSACIONAL
Mostrando postagens com marcador ENTRETENIMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ENTRETENIMENTO. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Pixar. Genial!
Postado por
Sandro Dantas
Como cinema hoje em dia é uma coisa cara, não?! 18,00 reais a inteira em plena quinta-feira, meu pai dizia que em seus tempos (muito tempo atrás) pagava-se cinema com troco de pinga. Bom, mas é a vida, as coisas mudam, algumas pioram, outras melhoram... Mas algumas persistem em continuar do jeito que sempre foram. Como é o caso dos filmes da Pixar, sempre do mesmo jeito, sempre ótimos!
Paguei estes 18,00 reais há algumas quintas-feiras, mas que fique claro que não foi por qualquer filme (vide Crepúsculo e derivados), fora por Toy Story 3, mais um primor da Pixar ao qual rasgarei elogios abaixo!
Começando do começo...
É difícil lembrar de Pixar e não lembrar de seus ‘curtas’ precedentes ao filme, geralmente hilários e sempre com uma mensagem interessante (nunca me esqueço do velhinho que joga xadrez consigo mesmo). Em Toy Story, a animação inicial é “Dia e Noite”, que mostra de um modo diferente que o diferente pode ser igual. Sublime!
É ai que está à graça!
Mas Toy Story não é um filme infantil? Pode ser. Não há mal algum em levar uma criança para assistir o filme, mas não acho que foi feito essencialmente para elas. Essa sociedade dos brinquedos que tem tudo para ser emblemática às crianças na verdade é o que mais chama a atenção de adultos, pois os brinquedos não vivem nas fantasias imaginadas pelas crianças, na brincadeira eles apenas atuam, na vida real (real no filme) vivem em um mundo cheio de problemas de gente grande. O humor também é adulto: O paradoxo do vilão Pelúcia, a feminilidade de Ken e a ginga espanhola de Buzz são exemplos de piadas que não são tão facilmente digeridas por crianças, mas que fazem chorar de rir qualquer brucutu!
Simples assim...
Apesar da simplicidade, o roteiro do filme é ótimo, bem lapidado e rico em detalhes, faz rir e chorar muito mais que a grande maioria dos “live actions” do mercado. Vale lembrar que esse estilo de roteiro, simples e exuberante, é marca registrada dos filmes do estúdio, vai desde o primeiro (1995) até o último (2010) Toy Story. Recomendo todos os filmes do intervalo.
Mãos Abençoadas...
O que alguns não sabem é que quem começou com isso tudo foi, nada mais, nada menos, que Steve Paul Jobs. Isso mesmo, o pai da Apple foi também o padrasto da Pixar, comprou-a ainda jovem e sem grandes feitos da Lucasfilm e transformou-a em uma grande máquina de entretenimento, depois vendeu a Disney tornando se o maior acionista individual da empresa. Não sei a participação que o cara teve nos filmes, mas que ele tem estrela, tem!
Medo do sucesso.
O que sempre me deu a entender, é que os filmes da Pixar são bons pelo fato de serem feitos com cuidado, imaginação e liberdade, não se parecem com os filmes caça-níqueis de hoje em dia, são criados para serem bons e não lucrativos. É sabido que o segundo adjetivo pode muito bem originar-se do primeiro, mas como acionistas querem retorno rápido, por que não fazer o Toy Story 4, o 5 e o 6? Todos conhecem a marca, façam qualquer coisa que o povo vai assistir! Vamos ganhar dinheiro!
Toy Story 3 ainda está no cinema, se ainda não foram assistir, corram!
Paguei estes 18,00 reais há algumas quintas-feiras, mas que fique claro que não foi por qualquer filme (vide Crepúsculo e derivados), fora por Toy Story 3, mais um primor da Pixar ao qual rasgarei elogios abaixo!
Começando do começo...
É difícil lembrar de Pixar e não lembrar de seus ‘curtas’ precedentes ao filme, geralmente hilários e sempre com uma mensagem interessante (nunca me esqueço do velhinho que joga xadrez consigo mesmo). Em Toy Story, a animação inicial é “Dia e Noite”, que mostra de um modo diferente que o diferente pode ser igual. Sublime!
É ai que está à graça!
Mas Toy Story não é um filme infantil? Pode ser. Não há mal algum em levar uma criança para assistir o filme, mas não acho que foi feito essencialmente para elas. Essa sociedade dos brinquedos que tem tudo para ser emblemática às crianças na verdade é o que mais chama a atenção de adultos, pois os brinquedos não vivem nas fantasias imaginadas pelas crianças, na brincadeira eles apenas atuam, na vida real (real no filme) vivem em um mundo cheio de problemas de gente grande. O humor também é adulto: O paradoxo do vilão Pelúcia, a feminilidade de Ken e a ginga espanhola de Buzz são exemplos de piadas que não são tão facilmente digeridas por crianças, mas que fazem chorar de rir qualquer brucutu!
Simples assim...
Apesar da simplicidade, o roteiro do filme é ótimo, bem lapidado e rico em detalhes, faz rir e chorar muito mais que a grande maioria dos “live actions” do mercado. Vale lembrar que esse estilo de roteiro, simples e exuberante, é marca registrada dos filmes do estúdio, vai desde o primeiro (1995) até o último (2010) Toy Story. Recomendo todos os filmes do intervalo.
Mãos Abençoadas...
O que alguns não sabem é que quem começou com isso tudo foi, nada mais, nada menos, que Steve Paul Jobs. Isso mesmo, o pai da Apple foi também o padrasto da Pixar, comprou-a ainda jovem e sem grandes feitos da Lucasfilm e transformou-a em uma grande máquina de entretenimento, depois vendeu a Disney tornando se o maior acionista individual da empresa. Não sei a participação que o cara teve nos filmes, mas que ele tem estrela, tem!
Medo do sucesso.
O que sempre me deu a entender, é que os filmes da Pixar são bons pelo fato de serem feitos com cuidado, imaginação e liberdade, não se parecem com os filmes caça-níqueis de hoje em dia, são criados para serem bons e não lucrativos. É sabido que o segundo adjetivo pode muito bem originar-se do primeiro, mas como acionistas querem retorno rápido, por que não fazer o Toy Story 4, o 5 e o 6? Todos conhecem a marca, façam qualquer coisa que o povo vai assistir! Vamos ganhar dinheiro!
Toy Story 3 ainda está no cinema, se ainda não foram assistir, corram!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Brasília e a música nacional
Postado por
Sandro Dantas
Interessantíssima entrevista da UOL com Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial:
"Ser criança em Brasília era estar no paraíso", confessa Dinho Ouro Preto
Cidade roqueira
"Ser criança em Brasília era estar no paraíso", confessa Dinho Ouro Preto
Dinho Ouro Preto
Especial para o UOL
Brasília faz 50 anos agora em Abril. O Renato Russo faria também 50 em Março. As duas datas são importantíssimas pra mim, e estão interligadas.
Eu morei em Brasília em duas épocas distintas da minha vida: a primeira, dos dez aos treze, e a segunda, dos dezesseis aos vinte. Pode parecer pouco, mas tudo o que eu sou hoje deriva, de uma forma ou de outra, desses anos.
O primeiro período, foi minha transição da infância à adolescência, uma época um tanto confusa pra todos nós. Quando se é criança em Brasília se tem a impressão de estar no paraíso. Passávamos o dia na rua jogando bola e andando de skate. Eu ia a pé pra escola e tinha uma sensação de absoluta tranquilidade e segurança. Medo e violência ainda não faziam parte do meu vocabulário. Na minha inocência, a cidade me parecia um lugar perfeito, sem defeitos, no meio do cerrado e longe de qualquer problema.
Aos dez, eu conheci o Dado Villalobos, que se tornou meu melhor amigo. Aliás, continua sendo. Aos doze, conheço o Herbert Vianna, o Bi Ribeiro e seu irmão, o Pedro. Até hoje, todos estão entre meus melhores amigos. Através deles, eu comecei a ouvir rock. No começo eu ouvia o que eles ouviam, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, entre outros.
Compro meu primeiro disco: Jimi Hendrix tocando Cream. Lembro da correria às lojas quando o Led Zeppelin lançou o Presence. Lembro de quando o Herbert ganhou sua primeira guitarra importada. Juntou um monte de gente embaixo do bloco porque nunca tínhamos visto uma Gibson.
Aos poucos fui me afastando do gosto deles, e, embora ainda tivéssemos muita afinidade musical, fui me interessando por bandas que, pra eles, eram abomináveis, como AC/DC, Kiss e Queen. Lentamente rock ia se tornando a coisa mais importante da minha vida. Eu achava que quanto mais bandas eu conhecesse, mais bacana eu seria. Eu fazia uma competição com meu irmão pra ver quem conseguia completar o alfabeto inteiro com nomes de bandas. E por incrível que pareça conseguíamos.
Brasília, mesmo sendo a capital do país, ainda era uma cidade do interior, provinciana e isolada. O fato de termos conseguido informações musicais assim em Brasília , muito antes da internet, nos anos setenta, em plena ditadura, foi um feito surpreendente, que só foi alcançado por nos interessarmos por música com um furor religioso.
Aos treze eu passei alguns anos fora do país com meus pais e voltei aos dezesseis. Reencontro meus amigos, e os encho de histórias, dos shows que eu tinha visto, só pra saborear sua inveja.
Logo depois da minha volta, a caminho de casa, absolutamente por acaso, eu dou de cara com uma banda tocando numa calçada em frente a uma lanchonete conhecida por envenenar seus clientes.
Os caras pareciam ter descido de uma nave espacial. Cabelos coloridos, roupas rasgadas, coleiras e alfinetes por todo lado. Eu não conseguia entender uma só palavra do que o sujeito cantava; todos os instrumento e a voz estavam ligados em um só amplificador. Mas não importava, eles transpiravam energia, atitude e carisma. A banda era o Aborto Elétrico com o Renato Russo (naquela época ainda Manfredini) nos vocais, e o Fê e o Flavio Lemos na bateria e baixo respectivamente. A partir desse momento, minha vida nunca mais foi a mesma.
Cidade roqueira
Virou uma questão central nas nossas vidas reencontrarmos aquelas pessoas. Percebemos que a cidade inteira, inclusive nosso bloco, estava pichado com um AE. Começamos a prestar atenção em cartazes colados pelos muros até descobrirmos onde seria o próximo show. Finalmente, após uma exaustiva investigação, descobrimos que a apresentação seria num lugar chamado Cafofo. E lá fomos nós, eu, o Dado e o Pedro...
O Cafofo merecia o nome que tinha, era uma lugar de última. Na verdade era um boteco e o show era no porão. Descemos e nos deparamos com umas doze pessoas, todas vestidas a caráter, uma banda tocando, o Aborto Elétrico assistindo, mas o melhor de tudo: garotas. E ainda por cima roqueiras, aliás punks. O porão era um inferno, mas estávamos no lugar certo na hora certa.
É preciso uma pequena explicação: àquela altura Brasília já tava bastante tediosa pra nós adolescentes com hormônios saindo pelas orelhas. Mas, embora nosso interesse e entusiasmo pelos punks fosse óbvio, ninguém nos dirigia a palavra. Ficou claro que aquilo era um clube exclusivo e, para entrar, sabe lá Deus o teríamos que fazer. No entanto, nossa persistência foi intensa, fomos a todos os shows, não importa onde eram, até que lá pelas tantas, não dava mais pra fingir que não estávamos lá. As primeiras pessoas que tiveram piedade o suficiente pra se digerirem a nós foram as meninas, traição suprema, que deve ter enfurecido o povo das bandas. Eu digo bandas porque eram duas; além do Aborto, havia também o Blitz 64. Por meio das meninas, somos convidados depois do show a ir pra uma "quebrada". Não tínhamos a mais remota idéia do que se tratava, mas como a sorte não passa sempre na sua frente, dissemos que sim, e fingimos que sabíamos do que eles estavam falando.
Quebradas nada mais eram do que lugares isolados, ermos, longe de tudo e de todos, a beira do lago, onde paravam o único carro que tinham e colocavam o som no máximo, acendiam os faróis e baseados; bebia-se Sangue de Boi no gargalo e pronto, a festinha tava armada.
Duas coisas fundamentais aconteceram naquela noite. Primeiro, para minha surpresa o Renato se dirigiu a mim. Ele vira e me pergunta, como se fosse a coisa mais normal do mundo, se eu gostava de ler. Respondi que sim ao que se seguiu com uma conversa sobre Kurt Vonnegut, Salinger, Aldous Huxley e até Camus e Dostoievski. Tive que espremer meu cérebro pra acompanhar a verborragia daquele cara, simultaneamente culto e tímido. A segunda coisa fundamental da noite, foi meu primeiro contato mais intenso e íntimo com o punk rock.
Pode parecer pouco, mas as duas coisas somadas, Renato e o punk, fizeram minha vida tomar um rumo inesperado. À noite, eu não disse nada aos meus pais. Eu preferia que eles pensassem que eu estava planejando algo potencialmente destrutivo e que jamais soubessem que eu tinha passado a noite conversando sobre literatura. Entrei em casa mudo com cara de conspirador, não cumprimentei ninguém, e me tranquei no meu quarto. Dormi profundamente, sonhando com o próximo encontro que prometia uma galáxia de novas possibilidades para minha tediosa existência.
Pouco depois, eu comecei a namorar a irmã do Fê e do Flavio, uma menina linda de morrer que, como eu, ainda ouvia as bandas antigas. Mesmo tendo sido apresentado ao punk, eu achava aquilo tudo muito tosco, e me recusava a ser convertido. Eles eram divertidos e tudo, mas, musicalmente pra mim, aquilo era um desastre. Namorando a Helena, além da sorte grande de namorar a menina mais bonita da turma, ganhei o privilégio de poder frequentar os ensaios do Aborto que eram na casa do Fê.
A partir de então, finalmente eu entendi o que o Renato estava dizendo. E, quando isso aconteceu, parecia que o céu tinha aberto, e um raio de luz iluminado meu rosto, e Deus dito... bom, não sei exatamente o quê, mas algo importante. Finalmente eu ouvi rock brasileiro bem escrito. E, mesmo sem ainda estar convencido do valor do punk, instantaneamente virei fã incondicional do Renato, o que continua inalterado até hoje.
Meu fascínio por sua música me levou a me aproximar dele, e finalmente, um dia, a frequentar sua casa. A Helena, minha namorada, já era amiga dele e, por meio dela, tive acesso ao pequeno circulo de amigos mais próximos.
A casa dele era uma casa comum de classe média, uma mãe e uma irmã simpatissíssimas e o pai que parecia não achar tanta graça naquela gente frrequantando seu lar. O quarto do Renato, objeto de nossa peregrinação, era um autêntico santuário. Rock, cinema e livros. Pilhas e mais pilhas de discos e revistas. Passávamos a tarde inteira ouvindo som, lendo sobre o que as bandas aprontavam, e vendo fotos dos palcos, músicos, suas roupas e suas festas. La Hacienda, CBGB's e 100 Club, todos lugares que pareciam cenários, algo quase irreal, bom demais pra ser verdade. Com fotos dos Ramones festejando, do Sid Vicious fora de si e do Ian Curtis em depressão.
O Renato era um leitor ávido e tinha fascínio especial por biografias, principalmente de rock e cinema. Conhecia cada detalhe da vida de atores e músicos. De Bob Dylan ao Clark Gable, ele sabia de tudo: gosto musical, preferência sexual, prato predileto, roupa favorita, enfim tudo. E sabia de pequenas anedotas, histórias de amor, aventuras extraconjugais, brigas em bares e prisões. Frequentávamos juntos mostras de cinema; víamos a nouvelle vague, os expressionistas alemães, e os clássicos italianos. Acho que nunca mais vivi um momento tão intelectualizado quanto esse, aos dezessete anos.
E tudo isso sem falar em política. Embora o regime militar ainda estivesse oficialmente de pé, a impressão era que ele estava em estado terminal e não seria mais uma ameaça para nós. Então, aterrorizávamos nossos pais saindo para a rua com camisetas com a foice e o martelo (mesmo sem levar Marx muito a sério) só pra nos divertirmos à custa da certeza deles que seríamos presos. Naquele momento líamos Bakunin e, por mais inacreditável que pareça, levávamos a anarquia a sério.
As letras do Renato eram ácidas, corrosivas e de uma provocação deliberada. Ele era chamado regularmente ao ministério da Justiça pra prestar esclarecimentos, coisa que ele nunca fez, e no entanto nunca houve uma reação do regime. Suponho que naquele momento o Figueiredo já estava mais preocupado com seus cavalos. De qualquer modo, nós nos sentíamos profundamente subversivos só de ir aos shows. Aquilo parecia uma afronta aos militares, um ato de coragem que um dia seria lembrado nos livros de história.
A adolescência vem com uma dose de arrogância e ingenuidade. Naquela época, o Renato devia ter uns vinte anos e já tinha escrito “Que Pais é Esse”, “Geração Coca Cola”, “Química”, “Tédio”, “Veraneio Vascaína” e “Fátima” - as últimas duas com o Flavio Lemos. Aos poucos, outras pessoas foram percebendo que não se tratava só de um músico talentoso. A turma começou a aumentar, até que em determinado momento não sabíamos mais o nome de todos. Havia uma hierarquia que era estabelecida por ordem de chegada, portanto, o Renato e o Fê, que tinham fundado o Aborto dando início a tudo, tinham o status de líderes. Outros poucos reivindicam importância equivalente, por inveja ou por rivalidade. Mas pra mim, tudo isso era irrelevante. O Renato, aos meus olhos, pairava acima de todos como um guru indiano levitando.
Acho que essa historinha está ficando meio longa, então vou dar uma resumida. O mote do punk era "faça você mesmo", o que era levado ao pé da letra pelos recém chegados e então bandas pipocaram pra todo lado. Todas com nomes engraçadíssimos, como Dado e o Reino Animal, Os Vigaristas de Istambul e o Anti-Ontem. Se você sacudisse uma árvore, caia um guitarrista.
A medida que mais bandas surgiam, eu tenho a impressão que o Renato começava a achar aquilo tudo um lugar comum. Acho que ele queria ser algo a parte. E principalmente ele queria se fazer ouvir e entender, como se ele soubesse que um dia teria a atenção de uma geração inteira. Então, para minha infelicidade numa bela tarde, sem mais nem menos, houve um dia de luto na turma: o Renato sai do Aborto. Ninguém sabia que aquilo era só o fim do começo e que muito mais viria pela frente. Mas isso tudo é outra história.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A obra-prima Watchmen
Postado por
Sandro Dantas
"Diário de Rorschach - 12 de outubro de 1985.
Carcaça de um cão morto no beco hoje de manhã com marcas de pneu no ventre rasgado. A cidade tem medo de mim. Eu vi sua verdadeira face. As ruas são sarjetas dilatadas cheias de sangue e, quando os bueiros transbordarem, todos os vermes vão se afogar. A imundice de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e as putas e os políticos vão olhar para cima gritando "salve-nos"... e eu vou olhar para baixo e dizer "não". Eles tiveram escolha, todos. Podiam ter seguido os passos de homens honrados como meu pai ou o presidente Truman. Homens decentes, que acreditavam no suor do trabalho honesto. Mas seguiram os excrementos de devassos e comunistas sem perceber que a trilha levava a um precipício até ser tarde demais. E não me digam que não tiveram escolha. Agora o mundo todo está na beira do abismo contemplando o inferno e os liberais, intelectuais e sedutores de fala macia... de repente não sabem mais o que dizer."
O texto acima foi retirado do "diário do Rorschach" logo nas primeiras páginas de Watchmen, uma das obras primas de Alan Moore. Denso não? Bom, é este o ritmo de toda a narrativa. Para quem absorve é de se ficar semanas abalado com o conteúdo desta "estória de super-heróis".
Li três vezes Watchmen e em todas elas descobria coisas novas sobre a trama. A HQ tem tantas referências sobre assuntos históricos, filosóficos, políticos e científicos que é impossível em uma leitura superficial digerir completamente a narrativa. "O Conto do Cargueiro Negro" (HQ lida dentro da HQ) é um exemplo. Precisei de duas leituras para entender seu significado.
Toda essa bomba de informações é emaranhada de forma tão espetacular dentro do roteiro que, dispersados, é irracional a relação dos assuntos. Vão de extraterrestres, vigilantes, sociopatas e mutantes nucleares passando por conflitos sociais, mega corporações, tensão pré-guerra até romances e dramas de aposentados. Moore, dentro de uma trama frenética carregada, consegue contar a história de cada personagem central, consegue mostrar-nos o que move cada um e quais seus traumas e desejos. Não é a toa que esta simples história em quadrinhos é referência em leitura, seu desenrolar está à beira da perfeição... "e de repente os críticos das artes seqüenciais como obras intelectuais não sabem mais o que dizer".
Alguns dos diálogos que julgo mais interessantes são entre Rorschach e seu psicanalista. Onde o primeiro fala ao segundo sua visão da sociedade e porque se tornou um vigilante violento. É observável neste colóquio a desconstrução de um ponto de vista, no caso o do psicanalista, que acaba enxergando que a vida não é a maravilha que pensava ser. É com essa visão que saímos ao terminar de ler Watchmen. Deixa-nos um gosto amargo na boca, uma sensação de improfícuo. E, talvez, essa sensação faça com que mudemos nossos conceitos e, como fez o psicanalista, importemo-nos um pouco mais com o mundo.
------------------
Uma leitura essencial e recomendadíssima. Como é custoso, em tempo e dinheiro, para se adquirir o livro. Recomendo o download na net mesmo. A qualidade é boa, principalmente em pdf.
------------------
Recentemente Watchmen foi adaptado para as telonas. Infelizmente o filme não é tão impressionante como a obra escrita, mas também não é ruim. O defeito é que para quem não leu a HQ, é difícil compreender o desenrolar do filme e para quem leu, o filme parece estar incompleto. No entanto, só o fato de ver nossos "heróis" em ação já é de ficar arrepiado (LOL). Rorschach foi muito bem adaptado (a voz é fera - "help us" "no"), mas senti falta da profundidade do psicanalista descrita acima, no filme não tem( =( ).
------------------
Algumas observações e personagens:
Cenário: Passa-se no EUA, principalmente em NY, no período da guerra fria. Porém Nixon ainda é presidente, houve vigilantismo (heróis mascarados), Doutor Manhatam (um acidente nuclear) fez vários avanços tecnológicos, um interessante é o carro elétrico.
Lei Keene: Importantíssima na estória. É a lei que baniu o "vigilantismo" nos EUA depois de uma greve policial. Os únicos ex-vigilantes na ativa são Manhattan e Comediante - autorizados pelo governo - e Rorschach - ilegalmente.
Rorschach: Falei pouco dele né, rs. Rorschach é um vigilante sociopata traumatizado. Sua visão de justiça é aterradora, porém compreensível. O nome Rorschach é por sua mascara que lembra o "teste de Rorschach".
Dr. Manhattan: Uma vítima de um acidente nuclear que adquiriu super-poderes, é o único que tem super-poderes na estória. Tanto poderoso é, que está perdendo seus sentimentos em relação à humanidade. O nome Dr. Manhattan é devido aos testes atômicos que geraram a bomba atômica nominados "Projeto Manhattan".
Ozymandias: Diz-se o homem mais inteligente da terra e capaz de parar uma bala. Um dos pontos centrais da trama. Maquiavélico e calculista. Ozymandias era também o apelido do faraó Ramsés II.
Comediante: Frio, arrogante, sarcástico e realista. Personagem interessante. Lembra o Coringa, mas é um pouco mais prepotente e arrogante.
Bom, o resto é com você. Baixe a HQ e deslumbre esta obra prima!
Carcaça de um cão morto no beco hoje de manhã com marcas de pneu no ventre rasgado. A cidade tem medo de mim. Eu vi sua verdadeira face. As ruas são sarjetas dilatadas cheias de sangue e, quando os bueiros transbordarem, todos os vermes vão se afogar. A imundice de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e as putas e os políticos vão olhar para cima gritando "salve-nos"... e eu vou olhar para baixo e dizer "não". Eles tiveram escolha, todos. Podiam ter seguido os passos de homens honrados como meu pai ou o presidente Truman. Homens decentes, que acreditavam no suor do trabalho honesto. Mas seguiram os excrementos de devassos e comunistas sem perceber que a trilha levava a um precipício até ser tarde demais. E não me digam que não tiveram escolha. Agora o mundo todo está na beira do abismo contemplando o inferno e os liberais, intelectuais e sedutores de fala macia... de repente não sabem mais o que dizer."O texto acima foi retirado do "diário do Rorschach" logo nas primeiras páginas de Watchmen, uma das obras primas de Alan Moore. Denso não? Bom, é este o ritmo de toda a narrativa. Para quem absorve é de se ficar semanas abalado com o conteúdo desta "estória de super-heróis".
Li três vezes Watchmen e em todas elas descobria coisas novas sobre a trama. A HQ tem tantas referências sobre assuntos históricos, filosóficos, políticos e científicos que é impossível em uma leitura superficial digerir completamente a narrativa. "O Conto do Cargueiro Negro" (HQ lida dentro da HQ) é um exemplo. Precisei de duas leituras para entender seu significado.
Toda essa bomba de informações é emaranhada de forma tão espetacular dentro do roteiro que, dispersados, é irracional a relação dos assuntos. Vão de extraterrestres, vigilantes, sociopatas e mutantes nucleares passando por conflitos sociais, mega corporações, tensão pré-guerra até romances e dramas de aposentados. Moore, dentro de uma trama frenética carregada, consegue contar a história de cada personagem central, consegue mostrar-nos o que move cada um e quais seus traumas e desejos. Não é a toa que esta simples história em quadrinhos é referência em leitura, seu desenrolar está à beira da perfeição... "e de repente os críticos das artes seqüenciais como obras intelectuais não sabem mais o que dizer".
Alguns dos diálogos que julgo mais interessantes são entre Rorschach e seu psicanalista. Onde o primeiro fala ao segundo sua visão da sociedade e porque se tornou um vigilante violento. É observável neste colóquio a desconstrução de um ponto de vista, no caso o do psicanalista, que acaba enxergando que a vida não é a maravilha que pensava ser. É com essa visão que saímos ao terminar de ler Watchmen. Deixa-nos um gosto amargo na boca, uma sensação de improfícuo. E, talvez, essa sensação faça com que mudemos nossos conceitos e, como fez o psicanalista, importemo-nos um pouco mais com o mundo.
------------------
Uma leitura essencial e recomendadíssima. Como é custoso, em tempo e dinheiro, para se adquirir o livro. Recomendo o download na net mesmo. A qualidade é boa, principalmente em pdf.
------------------
Recentemente Watchmen foi adaptado para as telonas. Infelizmente o filme não é tão impressionante como a obra escrita, mas também não é ruim. O defeito é que para quem não leu a HQ, é difícil compreender o desenrolar do filme e para quem leu, o filme parece estar incompleto. No entanto, só o fato de ver nossos "heróis" em ação já é de ficar arrepiado (LOL). Rorschach foi muito bem adaptado (a voz é fera - "help us" "no"), mas senti falta da profundidade do psicanalista descrita acima, no filme não tem( =( ).
------------------
Algumas observações e personagens:
Cenário: Passa-se no EUA, principalmente em NY, no período da guerra fria. Porém Nixon ainda é presidente, houve vigilantismo (heróis mascarados), Doutor Manhatam (um acidente nuclear) fez vários avanços tecnológicos, um interessante é o carro elétrico.
Lei Keene: Importantíssima na estória. É a lei que baniu o "vigilantismo" nos EUA depois de uma greve policial. Os únicos ex-vigilantes na ativa são Manhattan e Comediante - autorizados pelo governo - e Rorschach - ilegalmente.
Rorschach: Falei pouco dele né, rs. Rorschach é um vigilante sociopata traumatizado. Sua visão de justiça é aterradora, porém compreensível. O nome Rorschach é por sua mascara que lembra o "teste de Rorschach".
Dr. Manhattan: Uma vítima de um acidente nuclear que adquiriu super-poderes, é o único que tem super-poderes na estória. Tanto poderoso é, que está perdendo seus sentimentos em relação à humanidade. O nome Dr. Manhattan é devido aos testes atômicos que geraram a bomba atômica nominados "Projeto Manhattan".
Ozymandias: Diz-se o homem mais inteligente da terra e capaz de parar uma bala. Um dos pontos centrais da trama. Maquiavélico e calculista. Ozymandias era também o apelido do faraó Ramsés II.
Comediante: Frio, arrogante, sarcástico e realista. Personagem interessante. Lembra o Coringa, mas é um pouco mais prepotente e arrogante.
Bom, o resto é com você. Baixe a HQ e deslumbre esta obra prima!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Seres do Céu, Eywa e Avatar
Postado por
Sandro Dantas
Atenção! O post está infestado de spoillers do filme Avatar. Para os que ainda não tiveram o prazer de assistir o filme, recomendo que o assistam antes de ler.
Esse tal James Cameron é mesmo um talento diferenciado! Foi-se Terminator, Titanic e agora o lindíssimo Avatar, todos frutos de uma dedicação louvável do rapaz. Seu último, o dito Avatar, é um dos filmes mais bonitos que já vi, tanto do ponto de vista estético (3D LOL), quanto do narrativo. É impossível não se emocionar com o drama Na'vi (os humanóides extraterrestres do filme), com a devastação do habitat natural deste sábio povo em prol do extrativismo capitalista. É de cortar o coração, e infelizmente é uma realidade, não chega a ser do grau interplanetário, mas que o extrativismo está descontrolado isto sem dúvidas!
Juro. Quando vi a cena da derrubada da grande árvore pensei estar vendo o desmatamento amazônico na tela. Mas no lugar da grande árvore, via centenas delas. No lugar dos Na'vi, via uma variedade imensa de animais, muitos deles presentes apenas aqui no Brasil. Na minha fértil imaginação, apenas uma coisa permaneceu do mesmo modo do filme: A sociedade capitalista inconseqüente causadora de todo este transtorno.
Ouvi em todos os meios de telecomunicação que este foi o ano em que menos se desmatou a Amazônia deste que começaram as estatísticas, mas em poucos meios ouvi dizer que continua sendo desmatada uma área do tamanho do Morumbi por dia. A redução do desmatamento não pode ser apenas uma justificativa para a poluição desenfreada da sociedade. A sustentabilidade, tão citada por políticos e afins, tem de ser mais que á mera retórica comum nos discursos. Só assim conseguiremos conciliar a atividade industrial com o ciclo natural do planeta. O difícil é mudar nosso estilo de vida e abdicar do capital provido da devastação.
Como toda boa narrativa, Avatar tem um final feliz. No final das contas, os seres azuis conseguem, com a ajuda de Eywa, expulsar os humanos e sua corporação de Pandora e reconstruir sua perfeita sociedade. Infelizmente, no mundo real não temos a mesma consciência dos Na’vi da importância da natureza e nem a mesma dedicação em protegê-la, o que pode custar nosso final feliz. Para os pessimistas, realmente não podemos alterar os hábitos das grandes “enterprises” que dominam o sistema e fazem a maior parte da sujeira, mas se mudarmos nossos próprios já teremos algum resultado, só não podemos largar mão. Afinal quem está por trás do “monstro invisível” se não nós?
Ref.:
As estatísticas do desmatamento amazônico foram retiradas de Imazon e G1;
Para saber mais sobre a sustentabilidade pode-se acessar Portal da Sustentabilidade ou Planeta Sustentável;
Enterprises, palavra inglesa, refere-se a Empresas ou Corporações;
Monstro Invisível é uma referência a música homônima d'O Rappa.
Esse tal James Cameron é mesmo um talento diferenciado! Foi-se Terminator, Titanic e agora o lindíssimo Avatar, todos frutos de uma dedicação louvável do rapaz. Seu último, o dito Avatar, é um dos filmes mais bonitos que já vi, tanto do ponto de vista estético (3D LOL), quanto do narrativo. É impossível não se emocionar com o drama Na'vi (os humanóides extraterrestres do filme), com a devastação do habitat natural deste sábio povo em prol do extrativismo capitalista. É de cortar o coração, e infelizmente é uma realidade, não chega a ser do grau interplanetário, mas que o extrativismo está descontrolado isto sem dúvidas!
Ouvi em todos os meios de telecomunicação que este foi o ano em que menos se desmatou a Amazônia deste que começaram as estatísticas, mas em poucos meios ouvi dizer que continua sendo desmatada uma área do tamanho do Morumbi por dia. A redução do desmatamento não pode ser apenas uma justificativa para a poluição desenfreada da sociedade. A sustentabilidade, tão citada por políticos e afins, tem de ser mais que á mera retórica comum nos discursos. Só assim conseguiremos conciliar a atividade industrial com o ciclo natural do planeta. O difícil é mudar nosso estilo de vida e abdicar do capital provido da devastação.
Ref.:
As estatísticas do desmatamento amazônico foram retiradas de Imazon e G1;
Para saber mais sobre a sustentabilidade pode-se acessar Portal da Sustentabilidade ou Planeta Sustentável;
Enterprises, palavra inglesa, refere-se a Empresas ou Corporações;
Monstro Invisível é uma referência a música homônima d'O Rappa.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Iron Man 2!
Postado por
Sandro Dantas
Saiu o trailer do aguardadíssimo Iron Man 2. Sempre me senti atraido pela trama em volta deste personagem: a vida corporativa, as relações políticas e sua instabilidade psicológica. Tudo muito intrigante e curioso, sem dúvida um dos mais interessantes super-heróis de todos os tempos.
O primeiro filme dele fora muito bom, um prólogo, como "Batmam Begins". Agora espera-se um filme como "Batman - The Dark Knight", já que como os personagens já foram apresentados, é mais fácil trabalhar suas personalidades, sem precisar desacelerar a trama.
Confiram no trailer uma ponta da trama de Iron Man 2 [COOL]:
O primeiro filme dele fora muito bom, um prólogo, como "Batmam Begins". Agora espera-se um filme como "Batman - The Dark Knight", já que como os personagens já foram apresentados, é mais fácil trabalhar suas personalidades, sem precisar desacelerar a trama.
Confiram no trailer uma ponta da trama de Iron Man 2 [COOL]:
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Um som filosófico
Postado por
Sandro Dantas
Teatro Dos Vampiros
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Sonhos cotidianos e o fantástico mundo das narrativas
Postado por
Sandro Dantas
Quando Oscar Wilde disse "A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida" creio que pecou em um pequeno detalhe: A vida nem sempre imita arte. Apenas deseja imitar!
No último sábado, cedendo à insistência da namorada, fui assistir ao filme "Lua Nova" que já é um grande sucesso de bilheteria (não tanto de crítica) atraindo milhões de fãs (99% do sexo feminino) para as poltronas do cinema. O filme em questão pertence a "Saga Crepúsculo", cuja narrativa insossa jamais me permitira entender qual o motivo de tanta popularidade do conto. Seriam os garotos sem camisa dos filmes os responsáveis? Seria a "boa" e velha estória de vampiros? Seria o romance e o triângulo amoroso que discorre por entre o roteiro? Seria a semelhanças das fãs com a protagonista?
O fato é que o grande atrativo de Crepúsculo, como o de boa parte dos blockbusters americanos, é a interatividade entre a realidade contemporânea e o fictício instigante, a soma de mundo normal com fatos imaginários. Existem mesmo muitas garotas com personalidade parecida com a de Bella (a mocinha do filme), no entanto as experiências vividas pela personagem são, ao mesmo tempo, impossíveis e excitantes para estas meninas. Logo elas vêem nas telas do cinema um sonho tangível, se vêem no lugar das personagens, um desejo realizado por duas horas. Por isso tantas fãs.
É tudo bobagem? Coisa de mulherzinha? Então quero que atire a primeira pedra o garoto que nunca sonhou ter sido picado por uma aranha radioativa, ou melhor, o homem que nunca imaginou ter capacidade suficiente para varrer as ruas de assassinos e ladrões os quais assombram nossa sociedade. São nas narrativas que podemos satisfazer nossas vontades, encontramos personagens com o poder de fazer o que queríamos poder fazer, são nelas que obtemos um pouco mais de felicidade."A vida deseja imitar a arte muito mais do que a arte imita a vida" - Talvez porque a arte parece ser sempre tão perfeita. Até em suas irregularidades, distúrbios, parece sempre completa, signifitiva, diferente de nossas vidas sem sentido as quais apenas vivemos, sem rumo traçado, sem funções convenientes, apenas com a certeza de que irá acabar, com a certeza de que um dia nos desligarão da Matrix (por que não?).
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
CQC – Irreverência que muda hábitos
Postado por
Sandro Dantas
De grosso modo, a televisão aberta é nada mais que uma fonte de entretenimento puro e inútil, isso acontece por opção do brasileiro, que raramente liga a TV em busca de conhecimento ou educação. Considerando que a TV aberta sobrevive exclusivamente de anúncios e propagandas, ganha se mais quem é mais assistido, no caso, quem transmite o que o povo quer ver.
Claro que se analisarmos a fundo, vemos que existem uns poucos grãos de trigo no meio do joio, TV Escola, Futura e Cultura são exemplos de canais que agregam conhecimento (são canais abertos, mas transmitidos apenas por parabólicas), o porém é que sua comunicação apresenta-se formal demais para o perfil do cidadão brasileiro.
Fica a pergunta: “Como então conseguir que a TV não seja apenas uma “desaceleradora” de cérebros?” Uma resposta muito criativa, pode ser notada com o CQC, exibido as segundas a noite na Band. Custe o Que Custar é um programa humorístico (engraçado de verdade), com um forte teor político acoplado, é essa temática que faz toda a diferença.
Não que o CQC esteja livre do estereotipo televisivo, os “merchãs” do programa são absurdos e os comercias infinitamente longos. Entretanto, estes contras não tiram o brilho das entrevistas cheias de sarcasmo dos repórteres de preto, no congresso, parlamentares sofrem nas mãos de Danilo Gentili, Rafael Cortez e companhia, que volta e meia estão cobrindo eventos políticos fora de Brasília também.
É uma segunda a noite, você chega em casa cansado, logo liga a televisão para assistir algo leve, que te relaxe, algo que seja engraçado por exemplo, então encontra um programa humorístico na Band com o nome de CQC, começa a assisti-lo, aprecia ele, e quando se dá por ver, sabe muito mais de política do que achava que realmente sabia. É com esse disfarce de comédia anti-stress que CQC vem inserindo um pouco de conhecimento nessas cabeças ocas brasileiras. Parabéns Marcelo Tas(sou fã do cara) e equipe, que vocês sirvam de exemplo para outros programas e emissoras.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
N95 – Um verdadeiro canivete suíço!
Postado por
Sandro Dantas
Comprei há pouco tempo um Nokia N95, correto, estou meio atrasado pois o celular foi lançada faz alguns anos, mas como não sou abonado financeiramente, só agora consegui a façanha.
Minhas expectativas, foram em boa parte superadas, deu um pouco de trabalho hackea-lo, baixar os programas, mas no final tudo valeu à pena.
O menino tem câmera 5 megapixels com flash (mesmo assim à noite não é tão boa), dois alto falantes (autos pacaramba), desliza p/ cima e p/ baixo (nesse modo aparece os controladores de música), tem Bluetooth, infravermelho, gps (grátis, só que até agora não o testei devidamente), acelerômetro, câmera frontal, up p/ cartão até 16gb.Saindo dos periféricos, vamos agora p/ o symbian (o sistema operacional), p/ você utilizá-lo totalmente é necessário fazer o hack (facilmente você encontra como na internet, tente fazer assistindo o video, fica mais fácil), depois é só alegria, tem muitos programas disponíveis p/ ele, fora os jogos geralmente de ótima qualidade.
Recomendo o GSMFans p/ os usuários, realmente um blog muito bom p/ quem tem um Nokia.
E p/ quem deseja comprar um I-Phone, pense duas vezes, apesar do I-Phone ser bem mais “gostosinho de mexer”, suas utilidades são limitadas, busque no Google a comparação entre os dois, geralmente o N95 se dá melhor!!!
Se alguém possuir alguma dúvida ou alguma informação para dividir, estou a disposição!!!
Assinar:
Postagens (Atom)



