Vejo alguns políticos entre outras pessoas dizendo que estes protestos não tem sentido, não tem nada de concreto e são tardios. Bom, na sexta irei as ruas também e vou colocar aqui o por que vou às ruas:
1º Motivo Inicial: que fez a massa se levantar, melhorias no transporte público. O que eu quero (especificamente na minha cidade) é que deixem os pontos de ônibus em melhor estado, já que os que onde eu geralmente pego ônibus estão cheios de sujeira; quero mais ônibus, já que os que tem, para economizar, fazem um trajeto que demora mais de meia hora só no meu bairro, por que passam em quase todas as ruas para assim não colocar outros ônibus, um trajeto que demoraria 10 minutos de carro levo 40 de ônibus; quero que seja mantido o transporte intermunicipal para estudantes, já que a gente está prestes a perder ele por incompetência da prefeitura, que deveria liberar gratuitamente apenas para alunos de baixa renda, mas com uma péssima análise liberou para quase todo mundo e agora diz que está gastando muito com ele e quero o balanço patrimonial da Nardelli esteja aberto aos cidadãos e de fácil acesso, para assim vermos o quanto ela lucra e se os aumentos realmente são justificados pelos custos ou apenas compulsórios, já que sempre aceitamos eles.
2º Motivo Principal: competência na máquina pública.
*O que eu quero primeiramente é explicações de como se gastou tanto nessa copa do mundo e por quê;
*Quero saber quem são os culpados por terem feito orçamentos bem menores do que os reais e quero que estas pessoas sejam demitidas;
*Quero saber os planos para os estádios depois da copa e quem foram os responsáveis;
*Quero que acabem as obras superfaturadas, quero profissionais públicos que saibam fazer contas;
*Quero respostas, vindas dos líderes, de como o Brasil sendo um dos países que mais arrecada tem tanta precariedade nos serviços públicos;
*Quero que mude o modo de operar dos órgãos públicos para uma forma mais profissional, quero outro estatuto do funcionário público, outro tipo de organograma, para que eles trabalhem com mais empenho, quero que possamos nas eleições dar notas aos serviços públicos e através delas verem o que se tem de mais precário na localidade;
*Quero transparência no poder público, quero que todas as notas fiscais, todo o livro caixa da prefeitura, do estado e do município estejam disponíveis ao cidadão e de fácil acesso;
*Quero um legislativo muito menor e muito mais barato, já que boa parte dos deputados e vereadores não fazem nada, não apresentam nenhum projeto e pouco votam em outros projetos, e quando votam, votam no que lhes favorecem pessoalmente de alguma forma e mesmo assim ganham salários e bônus absurdos.
*Quero um estado menor e forte e não a farra do boi que é hoje, com 500 ministérios e ninguém sabendo direito o que cada um faz, com uma tonelada de cargos apenas por razões políticas;
*Não quero Feliciano na comissão dos direitos humanos, quero razões concretas do por que um cara como ele ter esse cargo;
*Não quero a PEC37, e não quero que Lourival Mendes, o autor dessa PEC, seja eleito nunca mais.
* Quero punição imediata dos culpados do mensalão, não quero manobras petistas para tentar tirar poder do supremo e quero, caso continue essa barbaridade, que nenhum político petista seja eleito;
*Chega de demagogia! Não quero discursos populistas! Quero eficiência! Chega de velhinhas e crianças em horários políticos, quero propostas de verdade, quero profissionalismo!
Aí está alguns dos motivos de eu protestar. Agora, vou falar o que quero dos jovens:
Que continuem lutando e parem de reclamar no facebook de quem faz alguma coisa.
E dos velhos:
Quero que se não forem ajudar nas ruas, ajudem nas urnas. Quero mente aberta aos protestos, quero que pelo menos torçam pelos seus jovens.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 20 de março de 2012
A normalização das falcatruas
Postado por
Sandro Dantas
Achei sensacional a reportagem do Fantástico sobre corrupção (esta aqui). Um repórter tem de ter muita coragem para ficar frente a frente com esse tipo de gente e depois, facilmente reconhecível, por ao ar o que ouviu destes ratos. E o que ele ouviu, meu amigo, é assustador.
O que mais me chocou na matéria foi a forma espontânea que os empresários falavam do esquema de dar propina para ganhar as licitações, como se não tivessem cometendo nenhum crime, como se o negócio fosse igual a qualquer outro. Outra senhora ainda falou que era a ética do mercado que estabelecia estes parâmetros, ou seja, que estas falcatruas jazem normalizadas.
Sem amaciar o impacto, a verdade é que esta senhora tem razão. Á partir do momento que falamos “todo político rouba mesmo”, “o governo não tem mais jeito”, “é um bando de ladrão” estamos normalizando a corrupção, estamos dizendo que, sim, sabemos que estão nos fodendo e não vamos fazer nada sobre isso. É o tal do sapo na panela: eles roubam um pouco, não dá problemas, roubam de novo, sem problemas, roubam mais uma vez e alguém pega, mesmo assim não acontece nada. Logo estão roubando tudo que puder, afinal, é fácil e não tem punição. E o melhor: todos são CONIVENTES.
Será que os contadores dessas empresas ilícitas não vêem o furo no balanço? Será que o tesoureiro não vê o furo no caixa? Quantas pessoas estão envolvidas no processo? Quantas denunciam alguma coisa?
Pois é, depois vem um monte de neguinho que sabe destes esquemas, e até participa passivamente, reclamar da educação, da SAÚDE, sendo que está ajudando a desviar a verba para comprar equipamentos HOSPITALARES. Pense nisso, o que vimos foi um roubo no orçamento da saúde, furos que só nessa reportagem passaram de 2 milhões. Isto em 60 dias de investigação. Imagine quantas pessoas deixaram de ser atendidas por causa da ganância desses bandidos? Talvez pessoas até morreram em filas de hospitais por causa dela.
Tudo isso, meus caros, acontece por nossa passividade e hipocrisia. Fingimos ser apenas mais uma engrenagem inanimada do sistema, mesmo sabendo que sem nossa sinergia nada disso aconteceria. Queremos o perdão, nos cobrimos de desculpas para poder livrarmo-nos do trabalho de lutar pelo justo. Generalizamos a classe política para poder se isentar da responsabilidade de escolher bons líderes. Normalizamos as falcatruas por preguiça de combatê-las.
Mas se achamos que está bom assim, se achamos que estas palhaçadas são paralelas às nossas vidas e que é melhor estar quentinho na merda que passando frio fora dela, que continuemos inertes. Como diz aquela música do Engenheiros: Se queres paz, prepare-se para a guerra, se não queres nada, descanse em paz.
O que mais me chocou na matéria foi a forma espontânea que os empresários falavam do esquema de dar propina para ganhar as licitações, como se não tivessem cometendo nenhum crime, como se o negócio fosse igual a qualquer outro. Outra senhora ainda falou que era a ética do mercado que estabelecia estes parâmetros, ou seja, que estas falcatruas jazem normalizadas.
Sem amaciar o impacto, a verdade é que esta senhora tem razão. Á partir do momento que falamos “todo político rouba mesmo”, “o governo não tem mais jeito”, “é um bando de ladrão” estamos normalizando a corrupção, estamos dizendo que, sim, sabemos que estão nos fodendo e não vamos fazer nada sobre isso. É o tal do sapo na panela: eles roubam um pouco, não dá problemas, roubam de novo, sem problemas, roubam mais uma vez e alguém pega, mesmo assim não acontece nada. Logo estão roubando tudo que puder, afinal, é fácil e não tem punição. E o melhor: todos são CONIVENTES.
Será que os contadores dessas empresas ilícitas não vêem o furo no balanço? Será que o tesoureiro não vê o furo no caixa? Quantas pessoas estão envolvidas no processo? Quantas denunciam alguma coisa?
Pois é, depois vem um monte de neguinho que sabe destes esquemas, e até participa passivamente, reclamar da educação, da SAÚDE, sendo que está ajudando a desviar a verba para comprar equipamentos HOSPITALARES. Pense nisso, o que vimos foi um roubo no orçamento da saúde, furos que só nessa reportagem passaram de 2 milhões. Isto em 60 dias de investigação. Imagine quantas pessoas deixaram de ser atendidas por causa da ganância desses bandidos? Talvez pessoas até morreram em filas de hospitais por causa dela.
Tudo isso, meus caros, acontece por nossa passividade e hipocrisia. Fingimos ser apenas mais uma engrenagem inanimada do sistema, mesmo sabendo que sem nossa sinergia nada disso aconteceria. Queremos o perdão, nos cobrimos de desculpas para poder livrarmo-nos do trabalho de lutar pelo justo. Generalizamos a classe política para poder se isentar da responsabilidade de escolher bons líderes. Normalizamos as falcatruas por preguiça de combatê-las.
Mas se achamos que está bom assim, se achamos que estas palhaçadas são paralelas às nossas vidas e que é melhor estar quentinho na merda que passando frio fora dela, que continuemos inertes. Como diz aquela música do Engenheiros: Se queres paz, prepare-se para a guerra, se não queres nada, descanse em paz.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Orlando Silva decide deixar o Ministério do Esporte e vai entregar carta de demissão a Dilma
Postado por
Sandro Dantas
BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar sua carta de demissão nesta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff, marcado para as 15h. Orlando Silva vai reafirmar sua inocência a presidente e dizer que a sua saída do comando da pasta será melhor para o Brasil. O nome de consenso do PCdoB para substituí-lo é o de Aldo Rebelo, ex-ministro de Relações Institucionais do governo Lula.
E ae galera? Dúvidas que essa Copa do Mundo está cheia de titica?
fonte: O Globo
E ae galera? Dúvidas que essa Copa do Mundo está cheia de titica?
fonte: O Globo
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O Dilema Tributário
Postado por
Sandro Dantas
Ouço sempre alguém reclamando que a carga tributária brasileira é uma das mais altas. Costumo dizer que não ligaria que a carga fosse alta desde que tivéssemos educação e infra-estrutura de qualidade (o que deveras não temos), pois isso é o básico do ciclo tributário: carga alta, investimentos públicos altos. Como me disseram que acontece na Suíça (e que não chequei a veracidade), onde a carga tributária também é muito alta, mas a balança equilibra-se. Lá a população não gasta com escola particular, convênio médico, segurança, entre outros. Bom, se aqui essa balança não se equilibra, alguma coisa está errada.
Onde está errado? Vejo a incompetência (falta de honestidade, talvez) do governo e a impunidade como os maiores problemas. Vejamos:
O primeiro ponto é a necessidade de equilíbrio em outra balança, a de valores pagos versus pagadores. Explico: Quanto mais “contribuintes” mais diluído será o valor unitário pago de imposto, quanto menos, mais será pago por cada um. No Brasil, onde o valor pago já é alto, a burocracia é gigantesca e a impunidade reina, a sonegação é comum. Se uns sonegam, outros vão ter de pagar a parte deles, ou seja, um valor mais alto, o que tende a haver mais sonegação. Como corrigir? Este é mais simples, é só ter um controle mais rígido sobre os contribuintes, o que já está sendo feito através da digitalização de documentos e declarações.
O segundo ponto é mais complicado. Trata-se da carência de uma administração pública competente e honesta. Exemplo é o saneamento básico, lembro-me de debates onde Dilma dizia que foram investidos tantos e tantos milhões em saneamento básico, no entanto pesquisas diziam que nos últimos 4 anos o saneamento tinha sido implantado em apenas mais 3% da população que necessitava. Pois é, e para onde foram os tantos e tantos milhões? É dinheiro que some, que vai para contas privadas, obras superfaturadas, nem sempre por desonestidade, às vezes por incompetência mesmo, e com isso precisam de mais e mais dinheiro para investimentos. Não basta investir, tem de ser bem aplicado. Para isso não vejo outra solução a não ser a educação, se investirmos (pelo menos um pouco certo) na educação formaremos cidadãos mais inteligentes no futuro, capazes de enxergar que dinheiro público é dinheiro nosso, que é para ser usado em prol do plural, não do singular. Assim, se investirmos direito, a necessidade de recolhimento será menor e a carga diminuíra ou os serviços públicos melhorarão.
Onde está errado? Vejo a incompetência (falta de honestidade, talvez) do governo e a impunidade como os maiores problemas. Vejamos:
O primeiro ponto é a necessidade de equilíbrio em outra balança, a de valores pagos versus pagadores. Explico: Quanto mais “contribuintes” mais diluído será o valor unitário pago de imposto, quanto menos, mais será pago por cada um. No Brasil, onde o valor pago já é alto, a burocracia é gigantesca e a impunidade reina, a sonegação é comum. Se uns sonegam, outros vão ter de pagar a parte deles, ou seja, um valor mais alto, o que tende a haver mais sonegação. Como corrigir? Este é mais simples, é só ter um controle mais rígido sobre os contribuintes, o que já está sendo feito através da digitalização de documentos e declarações.
O segundo ponto é mais complicado. Trata-se da carência de uma administração pública competente e honesta. Exemplo é o saneamento básico, lembro-me de debates onde Dilma dizia que foram investidos tantos e tantos milhões em saneamento básico, no entanto pesquisas diziam que nos últimos 4 anos o saneamento tinha sido implantado em apenas mais 3% da população que necessitava. Pois é, e para onde foram os tantos e tantos milhões? É dinheiro que some, que vai para contas privadas, obras superfaturadas, nem sempre por desonestidade, às vezes por incompetência mesmo, e com isso precisam de mais e mais dinheiro para investimentos. Não basta investir, tem de ser bem aplicado. Para isso não vejo outra solução a não ser a educação, se investirmos (pelo menos um pouco certo) na educação formaremos cidadãos mais inteligentes no futuro, capazes de enxergar que dinheiro público é dinheiro nosso, que é para ser usado em prol do plural, não do singular. Assim, se investirmos direito, a necessidade de recolhimento será menor e a carga diminuíra ou os serviços públicos melhorarão.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Copa do Mundo. Mais medo que expectativa.
Postado por
Sandro Dantas
Eu gostaria muito que o Brasil tivesse uma Copa do Mundo. Mas gostaria mais ainda que o Brasil estivesse preparado para ter uma Copa do Mundo.
Nós brasileiros sempre bradamos que todo político desta terra é corrupto e incompetente. Isso é verdade? É, talvez, em parte. Fazemos algo para mudar isso? Nada ou muito pouco. Somos inertes, submissos. E é nesse lindo cenário político que vamos ter uma Copa!
A FIFA veio até aqui e disse que o Brasil tem de ser Inglaterra. E o Brasil, em vez de analisar sua situação e dar seu lance, disse we will, custe o que custar.
Logo, o Comitê Organizador descartou o Morumbi, estádio onde cabem 65 mil de pessoas, para construir um novo estádio em São Paulo para a Copa. “Investimento” de 1 bilhão de reais, dos quais 400 milhões serão públicos.
Fará novos estádios com dinheiro do povo em Brasília, Mato Grosso e Amazonas. Três estados cujos times mais conhecidos figuram na série C, no máximo B, do campeonato nacional.
Fora estes, teremos mais 8 estádios e muito dinheiro público envolvido.
Infelizmente, não penso em Copa2014 sem pensar em incompetência e corrupção.
A CBF, entidade máxima do futebol brasileiro é privada e seu principal mandatário, Ricardo Teixeira, é, no mínimo, suspeito e está cagando para isso!
Os Governadores, Prefeitos e afins, são maleáveis demais. Tudo solicitado é atendido, pois têm medo de que alguma repressão a Copa possa causar desgaste para com o povo.
A Copa é em 2014, estamos em 2011 e pouco foi feito. Certamente as obras serão encarecidas pela urgência. Etapas burocráticas serão puladas e muita coisa será realizada sem ser fiscalizada.
Como Romário disse, “só Jesus salva”. Mas não acredito que haverá intervenção divina.
Nós brasileiros sempre bradamos que todo político desta terra é corrupto e incompetente. Isso é verdade? É, talvez, em parte. Fazemos algo para mudar isso? Nada ou muito pouco. Somos inertes, submissos. E é nesse lindo cenário político que vamos ter uma Copa!
A FIFA veio até aqui e disse que o Brasil tem de ser Inglaterra. E o Brasil, em vez de analisar sua situação e dar seu lance, disse we will, custe o que custar.
Logo, o Comitê Organizador descartou o Morumbi, estádio onde cabem 65 mil de pessoas, para construir um novo estádio em São Paulo para a Copa. “Investimento” de 1 bilhão de reais, dos quais 400 milhões serão públicos.
Fará novos estádios com dinheiro do povo em Brasília, Mato Grosso e Amazonas. Três estados cujos times mais conhecidos figuram na série C, no máximo B, do campeonato nacional.
Fora estes, teremos mais 8 estádios e muito dinheiro público envolvido.
Infelizmente, não penso em Copa2014 sem pensar em incompetência e corrupção.
A CBF, entidade máxima do futebol brasileiro é privada e seu principal mandatário, Ricardo Teixeira, é, no mínimo, suspeito e está cagando para isso!
Os Governadores, Prefeitos e afins, são maleáveis demais. Tudo solicitado é atendido, pois têm medo de que alguma repressão a Copa possa causar desgaste para com o povo.
A Copa é em 2014, estamos em 2011 e pouco foi feito. Certamente as obras serão encarecidas pela urgência. Etapas burocráticas serão puladas e muita coisa será realizada sem ser fiscalizada.
Como Romário disse, “só Jesus salva”. Mas não acredito que haverá intervenção divina.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Governo Dilma, o que acham?
Postado por
Sandro Dantas
Olá!
Depois de um bom tempo sem postar nada (havia postado algumas coisas em dantastico.tumblr.com), resolvi voltar.
Mudei o nome do blog também, de insignificantemundo para cadeomundo. Acho o segundo mais otimista que o primeiro, que era por vezes mal interpretado.
Mudando de assunto, vamos ao do título: “Governo Dilma, o que acham?”. O que eu acho é que tenho acompanhado pouco política ultimamente, me desprendi um pouco desse assunto (tenho estado mais superficial ultimamente). Um tanto por que meu companheiro de café filosófico saiu da empresa, outro tanto pelo esquema trabalho-faculdade e o restante pela pós-adolescência.
Pelo pouquíssimo que tenho visto, a Dilma me pareceu menos pior que imaginei. Ao menos a impressão que me passa é que ela tem trabalhado bastante (é a impressão que tenho, gente, apenas meu feeling), tem tentado se manter longe das laranjas podres, como Ricardo Teixeira (laranja podríssima) e ontem vi uma matéria interessante, me soou um pouco otimista demais, mas não deixa de ser interessante. A matéria é essa aqui, vale a pena dar uma olhada.
Bom, prometo me interar mais e, assim que possível, postar mais.
Depois de um bom tempo sem postar nada (havia postado algumas coisas em dantastico.tumblr.com), resolvi voltar.
Mudei o nome do blog também, de insignificantemundo para cadeomundo. Acho o segundo mais otimista que o primeiro, que era por vezes mal interpretado.
Mudando de assunto, vamos ao do título: “Governo Dilma, o que acham?”. O que eu acho é que tenho acompanhado pouco política ultimamente, me desprendi um pouco desse assunto (tenho estado mais superficial ultimamente). Um tanto por que meu companheiro de café filosófico saiu da empresa, outro tanto pelo esquema trabalho-faculdade e o restante pela pós-adolescência.
Pelo pouquíssimo que tenho visto, a Dilma me pareceu menos pior que imaginei. Ao menos a impressão que me passa é que ela tem trabalhado bastante (é a impressão que tenho, gente, apenas meu feeling), tem tentado se manter longe das laranjas podres, como Ricardo Teixeira (laranja podríssima) e ontem vi uma matéria interessante, me soou um pouco otimista demais, mas não deixa de ser interessante. A matéria é essa aqui, vale a pena dar uma olhada.
Bom, prometo me interar mais e, assim que possível, postar mais.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Carta Aberta de Marina Silva
Postado por
Sandro Dantas
Prezada Dilma Roussef,
Prezado José Serra,
Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que dispensaram às propostas e ideias contidas na “Agenda para um Brasil Justo e Sustentável” que nós, do Partido Verde, lhes enviamos neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.
Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade, entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que esse processo alcance os melhores resultados.
Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos, acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha candidatura: debater o futuro do Brasil.
Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.
Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro.
É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras.
Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil, vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB.
Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências.
Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guarda-chuva do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.
Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum.
A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos desafios, novas demandas, especialmente por participação política.
Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.
Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história.
Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.
Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente.
Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país.
Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos, inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil.
Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras.
Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.
E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral.
Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. São inspiração para o mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.
Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos mais diversos setores da sociedade revela uma diferença fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas pré-colocadas e excludentes, o cidadão vota “contra” um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.
A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio deste século, que é global e nacional.
Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza.
O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência, mas por um salto civilizatório, de valores.
Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do que apenas o acesso crescente a bens materiais.
O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.
É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza.
É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo. Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo.
E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a marca mais resistente da história brasileira em todos os tempos, em que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos, que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24 milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões de pessoas.
A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica, com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir essa consciência como formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta deles.
Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial. Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no campo e na floresta.
Parte importante da nossa população atualizou seus desafios, desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento material.
Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase atribuída a Victor Hugo: “Nada é mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou”.
O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios.
Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.
Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do pais. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política.
De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.
Com Dilma Roussef, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico, na questão do licenciamento ambiental para petróleo e gás e em outras ações conjuntas.
Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o país a avanços importantes nas duas últimas décadas.
Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o país para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil. Sem esconder as divergências, vocês podem transformá-las no conteúdo do diálogo, ao compartilhar idéias e propostas, instaurando na prática uma nova cultura política.
Peço-lhes que reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar.
Espero que retenham de minha participação na campanha a importância do engajamento dos jovens, adolescentes e crianças, que lhes ofereçam espaço de crescimento e participação. Que acreditem na capacidade dos cidadãos e cidadãs em desejar o novo e mostrar essa vontade por meio do seu voto. Que reconheçam na sociedade brasileira uma sociedade adulta, o que pressupõe que cada eleitor escolha o melhor para si e para o país e o expresse, de forma madura, livre e responsável, sem que seu voto seja considerado propriedade de partidos ou de políticos. Pois, como repeti inúmeras vezes no primeiro turno, o voto não era meu, nem da Dilma, nem do Serra. O voto é e sempre será do eleitor e de sua inalienável liberdade democrática.
Esta é minha contribuição, ao lado das diretrizes de programa de governo que são um retrato do amadurecimento de quase 30 anos de construção do socioambientalistmo no Brasil. Espero que a acolham como ela é dada, com sinceridade. A utopia, mais que sinal de ingenuidade, é mostra de maturidade de um povo cujo olhar eleva-se acima do chão imediato e anseia por líderes capazes de fazer o mesmo.
Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa rica e generosa nação.
Marina Silva
Prezado José Serra,
Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que dispensaram às propostas e ideias contidas na “Agenda para um Brasil Justo e Sustentável” que nós, do Partido Verde, lhes enviamos neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.
Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade, entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que esse processo alcance os melhores resultados.
Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos, acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha candidatura: debater o futuro do Brasil.
Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.
Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro.
É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras.
Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil, vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB.
Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências.
Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guarda-chuva do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.
Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum.
A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos desafios, novas demandas, especialmente por participação política.
Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.
Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história.
Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.
Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente.
Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país.
Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos, inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil.
Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras.
Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.
E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral.
Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. São inspiração para o mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.
Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos mais diversos setores da sociedade revela uma diferença fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas pré-colocadas e excludentes, o cidadão vota “contra” um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.
A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio deste século, que é global e nacional.
Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza.
O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência, mas por um salto civilizatório, de valores.
Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do que apenas o acesso crescente a bens materiais.
O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.
É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza.
É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo. Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo.
E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a marca mais resistente da história brasileira em todos os tempos, em que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos, que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24 milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões de pessoas.
A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica, com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir essa consciência como formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta deles.
Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial. Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no campo e na floresta.
Parte importante da nossa população atualizou seus desafios, desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento material.
Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase atribuída a Victor Hugo: “Nada é mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou”.
O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios.
Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.
Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do pais. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política.
De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.
Com Dilma Roussef, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico, na questão do licenciamento ambiental para petróleo e gás e em outras ações conjuntas.
Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o país a avanços importantes nas duas últimas décadas.
Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o país para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil. Sem esconder as divergências, vocês podem transformá-las no conteúdo do diálogo, ao compartilhar idéias e propostas, instaurando na prática uma nova cultura política.
Peço-lhes que reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar.
Espero que retenham de minha participação na campanha a importância do engajamento dos jovens, adolescentes e crianças, que lhes ofereçam espaço de crescimento e participação. Que acreditem na capacidade dos cidadãos e cidadãs em desejar o novo e mostrar essa vontade por meio do seu voto. Que reconheçam na sociedade brasileira uma sociedade adulta, o que pressupõe que cada eleitor escolha o melhor para si e para o país e o expresse, de forma madura, livre e responsável, sem que seu voto seja considerado propriedade de partidos ou de políticos. Pois, como repeti inúmeras vezes no primeiro turno, o voto não era meu, nem da Dilma, nem do Serra. O voto é e sempre será do eleitor e de sua inalienável liberdade democrática.
Esta é minha contribuição, ao lado das diretrizes de programa de governo que são um retrato do amadurecimento de quase 30 anos de construção do socioambientalistmo no Brasil. Espero que a acolham como ela é dada, com sinceridade. A utopia, mais que sinal de ingenuidade, é mostra de maturidade de um povo cujo olhar eleva-se acima do chão imediato e anseia por líderes capazes de fazer o mesmo.
Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa rica e generosa nação.
Marina Silva
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Ao Sac das Eleições
Postado por
Sandro Dantas
Bom dia!
Gostaria de, através deste curto texto, poder expor algumas sugestões e reclamações que tenho a fazer ao processo eleitoral. Espero que não entendam esta nota como uma afronta à liberdade de escolha ou como algum ataque a divina democracia da sociedade humana, longe de minha pessoa ter tão absurdos devaneios. Gostaria apenas de humildemente, deixando de lado toda essa retórica emotiva de liberdades e democracias, colocar alguns pingos nos “Is”, se me permitem à expressão.
Escrevo por estar muito angustiado com a falta de capacidade de nossos líderes, então resolvi, por meio deste, tentar salientar a necessidade de algum tipo de avaliação, teste, prova, exame de admissão para com os nossos possíveis líderes (por líderes entendam presidentes, deputados, governadores e senadores), pois o medo me domina ao ligar a TV e ver um comediante semi-analfabeto (ou analfabeto, que seja) fazendo piadas. Não que eu tenha fobia de palhaços ou coisa do tipo, é que o horário em que ligo a TV é o eleitoral gratuito, onde deveria, por obviedade da situação, ser transmitido candidatos com suas propostas de governo. Ao unir na mesma frase “comediantes semi-analfabetos” e “horário eleitoral gratuito”, percebi que algo precisa ser feito, urgentemente. Não dizendo que Tirica (pronto, dei nome aos bois) me abriu os olhos, digamos que ele apenas foi o sopro que estourou meu “saco”.
O “pouco estudado” Lula foi melhor presidente que o “culto” FHC? Talvez sim, talvez não. Mas convenhamos, nenhum candidato a deputado que não saiba quais os deveres de um deputado e quais letras juntar para formas palavras merece se dispor a cargos públicos. Quer defender o povo? Tudo bem, mas não precisamos de alguém que queira, é necessário saber fazê-lo, mesmo que minimamente. E não me venham fazendo campanhas com “honestidade” escrito em bandeiras, honestidade não basta. E como dizia em algum muro de escola rabiscado ilegalmente por aí: Honestidade não é virtude, sim obrigação.
Senhores, acreditam mesmo que um Tirica tem a capacidade de executar seguintes atos?
Retirado de Wikipédia:
Ao Congresso Nacional compete dispor, com a sanção do presidente da República, sobre todas as matérias de competência da União, em especial:
-sistema tributário, arrecadação e distribuição de renda;
-plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento público, operações de crédito, dívida pública e missões de curso forçado;
-fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
-planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
-limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;
-incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas;
-transferência temporária da sede do Governo Federal;
-concessão de anistia;
-organização administrativa e judiciária do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, dos Territórios e do Distrito Federal;
-criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas;
-criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública;
-telecomunicações e radiodifusão;
-matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;
-moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.
-fixação do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
É de competência exclusiva do Congresso Nacional:
-resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
-autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar;
-autorizar o presidente e o vice-presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;
-aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
-sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
-mudar temporariamente sua sede;
-fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores;
-fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado;
-julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo;
-fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
-zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
-apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
-escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
-aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
-autorizar referendo e convocar plebiscito;
-autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de -riquezas minerais;
-aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.
Gostaria de, através deste curto texto, poder expor algumas sugestões e reclamações que tenho a fazer ao processo eleitoral. Espero que não entendam esta nota como uma afronta à liberdade de escolha ou como algum ataque a divina democracia da sociedade humana, longe de minha pessoa ter tão absurdos devaneios. Gostaria apenas de humildemente, deixando de lado toda essa retórica emotiva de liberdades e democracias, colocar alguns pingos nos “Is”, se me permitem à expressão.
Escrevo por estar muito angustiado com a falta de capacidade de nossos líderes, então resolvi, por meio deste, tentar salientar a necessidade de algum tipo de avaliação, teste, prova, exame de admissão para com os nossos possíveis líderes (por líderes entendam presidentes, deputados, governadores e senadores), pois o medo me domina ao ligar a TV e ver um comediante semi-analfabeto (ou analfabeto, que seja) fazendo piadas. Não que eu tenha fobia de palhaços ou coisa do tipo, é que o horário em que ligo a TV é o eleitoral gratuito, onde deveria, por obviedade da situação, ser transmitido candidatos com suas propostas de governo. Ao unir na mesma frase “comediantes semi-analfabetos” e “horário eleitoral gratuito”, percebi que algo precisa ser feito, urgentemente. Não dizendo que Tirica (pronto, dei nome aos bois) me abriu os olhos, digamos que ele apenas foi o sopro que estourou meu “saco”.
O “pouco estudado” Lula foi melhor presidente que o “culto” FHC? Talvez sim, talvez não. Mas convenhamos, nenhum candidato a deputado que não saiba quais os deveres de um deputado e quais letras juntar para formas palavras merece se dispor a cargos públicos. Quer defender o povo? Tudo bem, mas não precisamos de alguém que queira, é necessário saber fazê-lo, mesmo que minimamente. E não me venham fazendo campanhas com “honestidade” escrito em bandeiras, honestidade não basta. E como dizia em algum muro de escola rabiscado ilegalmente por aí: Honestidade não é virtude, sim obrigação.
Senhores, acreditam mesmo que um Tirica tem a capacidade de executar seguintes atos?
Retirado de Wikipédia:
Ao Congresso Nacional compete dispor, com a sanção do presidente da República, sobre todas as matérias de competência da União, em especial:
-sistema tributário, arrecadação e distribuição de renda;
-plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento público, operações de crédito, dívida pública e missões de curso forçado;
-fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
-planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
-limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;
-incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas;
-transferência temporária da sede do Governo Federal;
-concessão de anistia;
-organização administrativa e judiciária do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, dos Territórios e do Distrito Federal;
-criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas;
-criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública;
-telecomunicações e radiodifusão;
-matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;
-moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.
-fixação do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
É de competência exclusiva do Congresso Nacional:
-resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
-autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar;
-autorizar o presidente e o vice-presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;
-aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
-sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
-mudar temporariamente sua sede;
-fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores;
-fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado;
-julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo;
-fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
-zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
-apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
-escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
-aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
-autorizar referendo e convocar plebiscito;
-autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de -riquezas minerais;
-aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Pitacos políticos
Postado por
Sandro Dantas
Comentário deixado no blog do Fernando Rodrigues:
Petistas dizem que a mídia não consegue fazer a cabeça de mais ninguém contra a Dilma. HUNF. A mídia já fez a cabeça destes, mas não contra Dilma. Aliás, quem é Dilma? Votam no que o marketing do PT impôs como "sucessor" de Lula, votam no que o marketing do PT semeou na mídia.
Engraçado como todos acham ótimo o governo de Lula. O que ele fez? Estabilidade? A estabilidade não é seu mérito, vem de FHC e o plano real, plano correto e de longo prazo, não como os de Lula de curto prazo, que aliás evitam os investimentos, pois altos valores que poderiam estar sendo investidos em educação, saúde, infra-estrutura estão indo a gastos fixos (bolsa-familia, fome zero). Bobagem? Leiam então esta carta da FGV e vejam onde está o problema: http://www.fgv.br/mailing/ibre/carta/abril.2010/cibre201004.pdf
Então as bolsas que ajudam os pobres miseráveis são ruins? Sim, são! Com as bolsas qual o sentido de ir a busca de trabalho? Para perdê-las? Os auxílios, em um governo tomado pelo marasmo (vide carta), tornará-se um circulo vicíoso a longo prazo.
E antes que me chamem de Tucano Perdedor Inconformado, fique claro que vou votar em Marina. A quem mais me identifico. Não sou do tipo, desculpe o termo, de idiota que vota em qualquer candidato que o "meu" partido apresente. Antes de ser petistas ou tucanos, têm que se lembrar de que são brasileiros. E não há guerra. Há um debate sobre qual o melhor futuro presidente. Debate este que Dilma, tão defendida, foge sempre que pode.
Petistas dizem que a mídia não consegue fazer a cabeça de mais ninguém contra a Dilma. HUNF. A mídia já fez a cabeça destes, mas não contra Dilma. Aliás, quem é Dilma? Votam no que o marketing do PT impôs como "sucessor" de Lula, votam no que o marketing do PT semeou na mídia.
Engraçado como todos acham ótimo o governo de Lula. O que ele fez? Estabilidade? A estabilidade não é seu mérito, vem de FHC e o plano real, plano correto e de longo prazo, não como os de Lula de curto prazo, que aliás evitam os investimentos, pois altos valores que poderiam estar sendo investidos em educação, saúde, infra-estrutura estão indo a gastos fixos (bolsa-familia, fome zero). Bobagem? Leiam então esta carta da FGV e vejam onde está o problema: http://www.fgv.br/mailing/ibre/carta/abril.2010/cibre201004.pdf
Então as bolsas que ajudam os pobres miseráveis são ruins? Sim, são! Com as bolsas qual o sentido de ir a busca de trabalho? Para perdê-las? Os auxílios, em um governo tomado pelo marasmo (vide carta), tornará-se um circulo vicíoso a longo prazo.
E antes que me chamem de Tucano Perdedor Inconformado, fique claro que vou votar em Marina. A quem mais me identifico. Não sou do tipo, desculpe o termo, de idiota que vota em qualquer candidato que o "meu" partido apresente. Antes de ser petistas ou tucanos, têm que se lembrar de que são brasileiros. E não há guerra. Há um debate sobre qual o melhor futuro presidente. Debate este que Dilma, tão defendida, foge sempre que pode.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Submundo dos Partidos
Postado por
Sandro Dantas
Não sou, nem de longe, um grande entendedor das ciências políticas, mas há algo na república democrática brasileira que, me corrijam se estiver errado, parece estar fora de controle: A distribuição partidária.
O que primeiro me assusta é a quantidade de partidos que podem ser encontrados nessa terra de Vera Cruz, é P que não acaba mais, agora tem um que começa com D também. A segunda coisa é o Oligopólio que existe neste mar de partidos, pelo menos para presidência, só temos duas alternativas: ou é PT ou é PSDB.
Não sei ao certo, nem estou com tempo, nem paciência, para fazer uma pesquisa a fundo. Mas como será que controlam tantos partidos? Será que realmente controlam? E essa divisão de horário político, é igualitária?
A meu ver, seria melhor e mais passível de controle que a divisão de partidos fosse feita apenas entre uns quatro ou cinco partidos e que as doações para candidaturas fossem feitas através de um fundo para candidatos e depois distribuídas igualmente para todos os partidos, assim como os horários políticos nas mídias fossem divididos também igualmente entre eles. Assim, já teríamos algumas coisas a menos a se preocupar.
O que primeiro me assusta é a quantidade de partidos que podem ser encontrados nessa terra de Vera Cruz, é P que não acaba mais, agora tem um que começa com D também. A segunda coisa é o Oligopólio que existe neste mar de partidos, pelo menos para presidência, só temos duas alternativas: ou é PT ou é PSDB.
Não sei ao certo, nem estou com tempo, nem paciência, para fazer uma pesquisa a fundo. Mas como será que controlam tantos partidos? Será que realmente controlam? E essa divisão de horário político, é igualitária?
A meu ver, seria melhor e mais passível de controle que a divisão de partidos fosse feita apenas entre uns quatro ou cinco partidos e que as doações para candidaturas fossem feitas através de um fundo para candidatos e depois distribuídas igualmente para todos os partidos, assim como os horários políticos nas mídias fossem divididos também igualmente entre eles. Assim, já teríamos algumas coisas a menos a se preocupar.
Descaso com a Política
Postado por
Sandro Dantas
Um dia, assistindo a um noticiário onde era transmitida uma entrevista com a presidenciável do PV, Marina Silva, fui abordado com a seguinte menção: ô mulherzinha feia, sacanagem, não tem perfil nenhum para ser presidente. Um outro dia, perguntado sobre em quem eu iria votar, respondi Marina Silva, confesso, fiquei furioso ao ser replicado com um “tudo bem, mas vai perder seu voto”.
Esse tipo de coisa me desanima, ninguém se interessa por eleições, ninguém discute sobre propostas, sobre o que pode mudar no Brasil, a maioria está mais ocupada em falar dos pecados da vida alheia, ficam presos dentro de seu mundinho de pequenas coisas, de poucos objetivos e de muita coisa para fazer. O máximo que sabem da política, é o básico, a cartilha de todo brasileiro, que reza que todos os políticos são corruptos. E nesse contexto vamos eleger mais um Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.
Assim é dificil!
Esse tipo de coisa me desanima, ninguém se interessa por eleições, ninguém discute sobre propostas, sobre o que pode mudar no Brasil, a maioria está mais ocupada em falar dos pecados da vida alheia, ficam presos dentro de seu mundinho de pequenas coisas, de poucos objetivos e de muita coisa para fazer. O máximo que sabem da política, é o básico, a cartilha de todo brasileiro, que reza que todos os políticos são corruptos. E nesse contexto vamos eleger mais um Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.
Assim é dificil!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Brasil, Irã – Guerra ao Terror
Postado por
Sandro Dantas
Se no filme ganhador do Oscar do ano passado, os responsáveis por desarmar explosivos usavam um belo traje protetor para realizar seu árduo trabalho, hoje, fora da ficção, vemos um país desprovido de qualquer armadura tentando realizar a mesma difícil tarefa de neutralizar uma bomba. Uma das grandes.
Lula, nosso presidente, esteve esta semana assinando um acordo junto a Irã e Turquia, compactuando para com uma válvula de escape na questão de nuclearização da nação iraniana. O Irã, para quem não sabe, criou um projeto de enriquecimento de urânio, que acarretou em várias sanções internacionais e a convivência com a constante ameaça de mais delas, tudo por conta do temor internacional de uma bomba atômica.
Através do acordo, Turquia e Brasil tentam limitar as sanções contra Irã, algo que a maioria das potências não concordam. Com razão, o governo do Irã tem um passado sujo demais para ter tal credito e mesmo ele concordando em enviar urânio para ser enriquecido em 20% (longe dos 95% de uma Enola Gay) na Turquia, o país continua com a idéia de nuclearizar também em seu território, dificultando negociações.
Apesar de parecer ter pouco resultado prático a atitude de Lula, o impacto publicitário foi desproporcional. Uma passagem rápida pelas principais News do mundo dá um panorama de quão bem recebido foi o ato do presidente brasileiro: “Muitos disseram que eles iriam falhar. Ao invés disso, os dois anunciaram o triunfo na segunda-feira 17 maio, apertando as mãos com Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano.” diz economist.com, “Estrela do brasileiro Lula brilha com acordo iraniano” anuncia o Associated Press, “A China saudou o plano de troca de combustível nuclear que o Irã anunciou após reunião com o Brasil e a Turquia” diz Reuters.
A crítica positiva, porém, parece ser temporária, como a própria cooperação iraniana. Todavia, pode durar até a vindoura eleição presidencial deste ano, que se Dilma ganhar, será pela pura publicidade do companheiro Lula. Publicidade esta que certamente fora o forte da carreira do presidente, mas não a confunda com forte diplomacia, até porque Luis Inácio perdera a maioria das apostas, foram poucos resultados para muitos apertos de mão.
Posso pecar em dizer, mas acredito, na minha humilde opinião, que Lula agora torce para que haja sanções. Claro! Com as sanções, se Irã construir uma bomba será por causa delas, se não construir, ótimo, o Brasil fez sua parte. Deste ponto de vista, caros, acabo enxergando a intervenção brasileira no Irã como enxergo o premiado filme do título: Apesar de falar sobre fatos reais sérios, não passa de ficção, entretenimento.
Lula, nosso presidente, esteve esta semana assinando um acordo junto a Irã e Turquia, compactuando para com uma válvula de escape na questão de nuclearização da nação iraniana. O Irã, para quem não sabe, criou um projeto de enriquecimento de urânio, que acarretou em várias sanções internacionais e a convivência com a constante ameaça de mais delas, tudo por conta do temor internacional de uma bomba atômica.
Através do acordo, Turquia e Brasil tentam limitar as sanções contra Irã, algo que a maioria das potências não concordam. Com razão, o governo do Irã tem um passado sujo demais para ter tal credito e mesmo ele concordando em enviar urânio para ser enriquecido em 20% (longe dos 95% de uma Enola Gay) na Turquia, o país continua com a idéia de nuclearizar também em seu território, dificultando negociações.
Apesar de parecer ter pouco resultado prático a atitude de Lula, o impacto publicitário foi desproporcional. Uma passagem rápida pelas principais News do mundo dá um panorama de quão bem recebido foi o ato do presidente brasileiro: “Muitos disseram que eles iriam falhar. Ao invés disso, os dois anunciaram o triunfo na segunda-feira 17 maio, apertando as mãos com Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano.” diz economist.com, “Estrela do brasileiro Lula brilha com acordo iraniano” anuncia o Associated Press, “A China saudou o plano de troca de combustível nuclear que o Irã anunciou após reunião com o Brasil e a Turquia” diz Reuters.
A crítica positiva, porém, parece ser temporária, como a própria cooperação iraniana. Todavia, pode durar até a vindoura eleição presidencial deste ano, que se Dilma ganhar, será pela pura publicidade do companheiro Lula. Publicidade esta que certamente fora o forte da carreira do presidente, mas não a confunda com forte diplomacia, até porque Luis Inácio perdera a maioria das apostas, foram poucos resultados para muitos apertos de mão.
Posso pecar em dizer, mas acredito, na minha humilde opinião, que Lula agora torce para que haja sanções. Claro! Com as sanções, se Irã construir uma bomba será por causa delas, se não construir, ótimo, o Brasil fez sua parte. Deste ponto de vista, caros, acabo enxergando a intervenção brasileira no Irã como enxergo o premiado filme do título: Apesar de falar sobre fatos reais sérios, não passa de ficção, entretenimento.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Lei Seca por um Legislativo Embriagado
Postado por
Sandro Dantas
Não é de hoje que nossa legislação ganhou um panorama cômico, nosso passado está repleto de redundâncias e paradoxos legais. A legislação, que deveria ser auxiliar da ética e do bom senso, tenta, inutilmente, colocar em suas páginas toda e qualquer circunstância possível, para que assim, nos amparemos fiel e cegamente no que é regrado e não mais costumeiro. Porém a infindável metamorfose humana torna a sociedade imune às previsões e o que deveria nos ditar a vida torna-se algo ultrapassado e não condizente com a realidade.
Hoje, assistindo o jornal local em meu horário de almoço, deparei-me com uma cena infame, porém, comum. Uma reportagem dizia que um homem visivelmente embriagado, fora levado à delegacia pela polícia, pois estava dirigindo em tais condições. Ao chegar lá, o homem recusou-se a fazer o teste do bafômetro e ainda ofendeu a delegada. Resultado: Foi liberado sem pagar fiança.
Justificativas dos profissionais perante a recusa do exame: O homem tem todo o direito de recusar-se a fazer o teste do bafômetro, pois a Legislação (olha ela aí gente) diz que o indivíduo é livre de fornecer provas contra si mesmo (é mole?). Mas o homem havia ofendido a delegada, isto não seria plausível de punição (ou reabilitação, como os humanistas desvairados preferem)? Não! Pois o homem estava visivelmente embriagado, não era responsável por seus atos! Mas se ele estava visivelmente embriagado, por que não o prenderam ou multaram ou fizeram qualquer coisa por dirigir assim? Simples, não tínhamos provas técnicas e a legislação (hunf!) diz que precisamos ter exatas as quantidades de álcool no sangue do indivíduo para tomarmos atitude. Conclusão: !?
Nisto, a confusa, paradoxal, redundante e inexpressiva lei, torna-se motivo de vergonha e chacota. Antigamente ao menos, precisava-se de bons advogados para encontrar os pontos fracos da cega justiça, hoje em dia, qualquer cidadão (merecedor ou não de tal nomenclatura) leigo em direito positivo burla-a “legalmente”.
A malandragem reina de um lado da lei enquanto a omissão reina do outro. E no meio de tantas qualidades não sobra espaço para o que hoje é virtude rara, mas que deveria ser obrigação: honestidade.
Hoje, assistindo o jornal local em meu horário de almoço, deparei-me com uma cena infame, porém, comum. Uma reportagem dizia que um homem visivelmente embriagado, fora levado à delegacia pela polícia, pois estava dirigindo em tais condições. Ao chegar lá, o homem recusou-se a fazer o teste do bafômetro e ainda ofendeu a delegada. Resultado: Foi liberado sem pagar fiança.
Justificativas dos profissionais perante a recusa do exame: O homem tem todo o direito de recusar-se a fazer o teste do bafômetro, pois a Legislação (olha ela aí gente) diz que o indivíduo é livre de fornecer provas contra si mesmo (é mole?). Mas o homem havia ofendido a delegada, isto não seria plausível de punição (ou reabilitação, como os humanistas desvairados preferem)? Não! Pois o homem estava visivelmente embriagado, não era responsável por seus atos! Mas se ele estava visivelmente embriagado, por que não o prenderam ou multaram ou fizeram qualquer coisa por dirigir assim? Simples, não tínhamos provas técnicas e a legislação (hunf!) diz que precisamos ter exatas as quantidades de álcool no sangue do indivíduo para tomarmos atitude. Conclusão: !?
Nisto, a confusa, paradoxal, redundante e inexpressiva lei, torna-se motivo de vergonha e chacota. Antigamente ao menos, precisava-se de bons advogados para encontrar os pontos fracos da cega justiça, hoje em dia, qualquer cidadão (merecedor ou não de tal nomenclatura) leigo em direito positivo burla-a “legalmente”.
A malandragem reina de um lado da lei enquanto a omissão reina do outro. E no meio de tantas qualidades não sobra espaço para o que hoje é virtude rara, mas que deveria ser obrigação: honestidade.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Qual o papel da imprensa na democracia?
Postado por
Sandro Dantas
Antes de analisar a proficuidade da imprensa atual, devemos primeiramente identificar o atributo predecessor: O que anseiam os veículos de imprensa? O que é profícuo a eles? A motivação destes não se difere da maioria, este é o problema, da imprensa e da democracia. Ambos tornam-se inúteis se o importante, comum e unicamente importante, é o capital.
O papel da imprensa seria, como disse nosso atual presidente em entrevista a UOL, o “de ser o grande órgão informador da opinião pública” e a imparcialidade neste processo deveria ser abundante, como também afirma Lula: “essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos”.
Infelizmente, os veículos de imprensa para sobreviver em seu meio de concorrência canibalesca, necessitam de ênfase. A necessidade e a ganância de conseguir lugar de destaque fazem-los recorrer ao extremismo da informação, depreciando o valor intelectual da mensagem e ostentando o emocional, na grande maioria das vezes, negativamente.
Somando a atuação sensacionalista de nossa imprensa com a conduta amoral de nossos líderes: ‘habemus circenses’. A estirpe política inescrupulosa, corrupta e geniosa é prato cheio para multiplicar os “feitos” midiáticos, que a cada dia desvenda mais sujos esquemas de desvio, de conduta ou dinheiro. Mas este boom de revelações tornou-nos céticos, a rotina auferida de sujeiras políticas já é comum e aceita, acomodamo-nos, e o papel da imprensa jaz desnecessário.
Claro que, em meio a imprensa comercial sensacionalista há sempre bons jornalistas e estudiosos do assunto, que anseiam a busca e a disseminação de informação de qualidade, imparcial. São relativamente poucos, mas com a elevação da estrutura social comum, o conhecimento e a curiosidade brasileira tendem a aumentar e a buscar novos caminhos, assim, retirando a atenção do motivacional coagido e voltando-a para o intelectual livre.
O papel da imprensa seria, como disse nosso atual presidente em entrevista a UOL, o “de ser o grande órgão informador da opinião pública” e a imparcialidade neste processo deveria ser abundante, como também afirma Lula: “essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos”.
Infelizmente, os veículos de imprensa para sobreviver em seu meio de concorrência canibalesca, necessitam de ênfase. A necessidade e a ganância de conseguir lugar de destaque fazem-los recorrer ao extremismo da informação, depreciando o valor intelectual da mensagem e ostentando o emocional, na grande maioria das vezes, negativamente.
Somando a atuação sensacionalista de nossa imprensa com a conduta amoral de nossos líderes: ‘habemus circenses’. A estirpe política inescrupulosa, corrupta e geniosa é prato cheio para multiplicar os “feitos” midiáticos, que a cada dia desvenda mais sujos esquemas de desvio, de conduta ou dinheiro. Mas este boom de revelações tornou-nos céticos, a rotina auferida de sujeiras políticas já é comum e aceita, acomodamo-nos, e o papel da imprensa jaz desnecessário.
Claro que, em meio a imprensa comercial sensacionalista há sempre bons jornalistas e estudiosos do assunto, que anseiam a busca e a disseminação de informação de qualidade, imparcial. São relativamente poucos, mas com a elevação da estrutura social comum, o conhecimento e a curiosidade brasileira tendem a aumentar e a buscar novos caminhos, assim, retirando a atenção do motivacional coagido e voltando-a para o intelectual livre.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O sapo, a panela, o terremoto e o Haiti
Postado por
Sandro Dantas
Diversas vezes assisti o documentário "Uma verdade inconveniente" de Al Gore. Cada vez que o fazia, possuía novas perspectivas, e acabava por analisar pontos diferentes no filme o que me causava uma metamorfose de opiniões. Em paralelo, a historieta do Sapo na Panela era algo que imutavelmente me chamava à atenção neste filme:
- Um sapo pula dentro de uma panela de água fervendo. Ele pula pra fora imediatamente, pois a súbita mudança de temperatura o causa um choque.
- Mas se o sapo pular na água morna e a água ir esquentando aos poucos, ele não sentirá a mudança, não sairá da água e por fim morrerá.
Notaram a semelhança com o comportamento humano? Nós, a sociedade de prepotentes racionais, quando temos algum choque, uma catástrofe natural ou um atentado terrorista por exemplo, prontamente buscamos remediar a situação. Tomamos as medidas necessárias até que o problema, enfim, esteja esquecido resolvido. Já se o problema é inserido em doses homeopáticas vamos adaptando-nos a ele, até que não pareça mais um problema, pareça apenas uma dura e indiferente irremediável realidade cotidiana.
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O Haiti... a o Haiti, um dia chamado de "a jóia das Antilhas" tanto produtivo que era. Produtivo e usurpado pelos franceses, seus colonizadores, a um ponto que, para se ter uma idéia, 50% do PIB francês da época era provido desta colônia centro-americana. Mas essa mamata um dia teria que acabar. E acabou! Poucos anos após a abolição da escravatura, adquirida com luta, em 1803 finalmente o Haiti declarou-se independente. E declarou também, sem perceber, o suicídio econômico.
Como a grande maioria dos países da época era escravista, o Haiti, sendo temido por ser o primeiro país americano livre da escravatura, foi boicotado comercialmente durante 60 anos, o que rendeu uma grande miséria. Se isso não bastasse, anos depois, a França cobrara uma dívida referente à indenização para com os ex-donos de terras e escravos haitianos. O juro interminável desta dívida que fora paga durante 80 anos drenara ainda mais a ínfima economia do país.
Que o Haiti precisou e ainda precisa de ajuda é de indubitável certeza. Os países que o cercam ao redor do globo, mesmo depois do fim do bloqueio comercial, pouco fizeram para ajudá-lo. O EUA ocupou-o militarmente no início do século XX, única e exclusivamente para defender seus interesses no território. Durante a guerra fria apoiaram um líder conhecido como Papa Doc, o qual com uma feroz e violenta ditadura comandou o Haiti até a década de 70 quando morreu e deixou o governo nas mãos de seu filho, Baby Doc. E dá-lhe mais ditadura e violência.
Com um passado de assassinatos e deposições políticas, finalmente em 2004, com um pedido do interino no governo, Bonifácio Alexandre, o Haiti requisitou a assistência da ONU. Esta, que ainda não havia feito nada em prol do miserável país, enviou uma tropa de 6.700 homens na missão de paz MINUSTAH, comandada pelo Brasil e que perdura até os dias de hoje.
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Retirado de Wikipédia
“Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de proporções catastróficas, com magnitude 7.0 na escala de Richter, atingiu o país a aproximadamente 22 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em seguida, foram sentidos na área múltiplos tremores com magnitude em torno de 5.9 graus. O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto, estima-se que 80% das construções de Porto Príncipe foram destruídas ou seriamente danificadas. O número de mortos não é conhecido com precisão, embora fontes noticiosas afirmem que pode chegar aos 200 mil, e o número de desabrigados pode chegar aos três milhões. Diversos países disponibilizaram recursos em dinheiro para amenizar o sofrimento do país mais pobre do continente americano.”
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Ficou clara a correlação entre os títulos? O terremoto 7.0 que atingiu o Haiti é como a panela com água fervendo que, devido ao choque, faz com que o sapo tenha uma pronta resposta. Já a historia haitiana é como a panela com água que ferve aos poucos e que o sapo não dá a devida importância, acostuma-se com o aumento da temperatura, e por fim, morre.
Neste instante todo o mundo está contemplando o horror haitiano. Sentindo muito pelos milhares de pessoas mortas no sismo.
Bom, se analisarmos, foram milhões as pessoas mortas pela desnutrição, pela miséria e pela violência ao longo da história haitiana. Bem mais que as mortas no terremoto. Se este terremoto foi considerado pela ONU a maior catástrofe natural desde o seu surgimento, o Haiti é uma das maiores catástrofes sociais da história.
A verdade, nua e crua, é que pouco nos lixamos para o Haiti, como pouco nos lixamos para a África, como pouco nos lixamos para qualquer que seja o necessitado sem laços familiares. A lei de talião é da natureza humana. Se pudéssemos escolher entre o mínimo necessário para todos ou o máximo possível para nós mesmos, não hesitaríamos na seleção da segunda alternativa. Se a ajuda que está chegando agora dos países ricos para a reconstrução do país houvesse vindo a anos atrás, talvez o Haiti nem precisaria mais de ajuda. Mas não o fizeram antes porque não enxergavam algo “tão pequeno” quanto a miséria da população, não o fizeram por preguiça.
O sapo aos poucos pula fora da panela com água fervendo do terremoto no Haiti. Mas infelizmente está dormindo em uma panela com uma água que apenas esquenta a cada dia, uma panela bem maior e mais perigosa que a do terremoto, a panela chamada egoísmo.
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Último discurso de doutora Zilda Anrs, uma das poucas que realmente se importavam com o próximo.
referências:
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Último discurso de doutora Zilda Anrs, uma das poucas que realmente se importavam com o próximo.
referências:
Uma verdade inconveniente - An Inconvenient Truth , EUA, 2006 - 100 min - Documentário
Pesquisas sobre Haiti: Wikipédia e Blog Mirian Leitão
Lei de Talião - "Olho por olho, dente por dente"
Lei de Talião - "Olho por olho, dente por dente"
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Faíscas entre EUA e China
Postado por
Sandro Dantas
O artigo abaixo refere-se a inevitável disputa política-econômica EUA x China. Ocupando as posições das duas mais prósperas economias mundiais, o poder destes países é grande em demasia para uma colaboração aprofundada entre ambos. As medidas para a aceleração de crescimento de uma diretamente afeta o crescimento da outra.
Até provar-se o contrário, a rivalidade entre estes dois gigantes é uma ótima oportunidade para o Brasil. Rivalidade é sinônimo de concorrência, e para um fornecedor é sempre bom uma maior cartela de grandes clientes. (veja aqui opinião do parceiro ECAPO sobre o paradigma).
Segue artigo:
Retirado de BusinessWeek
Os laços entre EUA e China provavelmente vão se deteriorar este ano com o aumento das tensões comerciais entre os dois países, o que representa o maior risco geopolítico deste ano, de acordo com um relatório elaborado por um grupo de consultoria de risco político. “Apesar de o fato de que tanto o presidente Obama e o presidente Hu Jintao na China desejarem ter um bom relacionamento, os indicadores subliminares são de que essa relação está se dirigindo para águas mais perigosas”, disse David Gordon, diretor de pesquisa do Eurasia Group de Nova York e ex-chefe de planejamento de políticas do Departamento de Estado no governo do presidente George W. Bush, em uma entrevista para o canal de televisão Bloomberg. Com eleições para o Congresso em novembro e continuidade da elevada taxa de desemprego nos EUA, a política da China de atrelar o yuan ao dólar ficou sob críticas crescentes, disse Gordon. “Desde que você tem um crescimento de 10% na China e 10% de desemprego nos Estados Unidos e eleições chegando em médio prazo, isso é um mau presságio para as relações EUA-China”, disse. Outros grandes riscos globais em 2010 incluem um regime cada vez mais instável no Irã e divergências políticas fiscais na Europa, disse o grupo em relatório.
Até provar-se o contrário, a rivalidade entre estes dois gigantes é uma ótima oportunidade para o Brasil. Rivalidade é sinônimo de concorrência, e para um fornecedor é sempre bom uma maior cartela de grandes clientes. (veja aqui opinião do parceiro ECAPO sobre o paradigma).
Segue artigo:
Retirado de BusinessWeek
Os laços entre EUA e China provavelmente vão se deteriorar este ano com o aumento das tensões comerciais entre os dois países, o que representa o maior risco geopolítico deste ano, de acordo com um relatório elaborado por um grupo de consultoria de risco político. “Apesar de o fato de que tanto o presidente Obama e o presidente Hu Jintao na China desejarem ter um bom relacionamento, os indicadores subliminares são de que essa relação está se dirigindo para águas mais perigosas”, disse David Gordon, diretor de pesquisa do Eurasia Group de Nova York e ex-chefe de planejamento de políticas do Departamento de Estado no governo do presidente George W. Bush, em uma entrevista para o canal de televisão Bloomberg. Com eleições para o Congresso em novembro e continuidade da elevada taxa de desemprego nos EUA, a política da China de atrelar o yuan ao dólar ficou sob críticas crescentes, disse Gordon. “Desde que você tem um crescimento de 10% na China e 10% de desemprego nos Estados Unidos e eleições chegando em médio prazo, isso é um mau presságio para as relações EUA-China”, disse. Outros grandes riscos globais em 2010 incluem um regime cada vez mais instável no Irã e divergências políticas fiscais na Europa, disse o grupo em relatório.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Impressões Novo Enem
Postado por
Sandro Dantas
Confesso que sai da sala 8 do bloco B no domingo um pouco angustiado. O segundo dia do Enem realmente fora cansativo, até mais que o imaginado, pois mesmo tendo o feito já no sábado, a prova de domingo conseguiu superar qualquer preparo prévio.
No segundo dia foram 90 questões que, simplificando, eram de português e matemática mais a redação. Para a redação foi disponibilizado uma hora além das quatro de costume, ou seja, cinco horas de exigido raciocínio. Cansativo? Além do suportável, porém mesmo cinco horas não foram suficientes para que eu conseguisse terminar o questionário de modo adequado. Dei uns dez a quinze chutes cegos.
Acredito que em relação à geral, ainda me sai bem. Dos muitos colegas que participaram a grande maioria, para não dizer todos, constataram-me que metade das respostas veio de palpites, nada de inesperado. As intermináveis páginas, cada uma com duas ou três questões e textos relativamente grandes, eram um desafio a superar, um tédio. Quando as letras começaram a embaralhar-me as vistas, veio o pensamento: Será que havia sido previsto, pelo ministério da educação, tamanha dificuldade e cansaço? Era essa a proposta, uma prova de resistência psicológica e raciocínio rápido? Bom, se era, foi direcionada para público alvo errado!
O ensino da escola pública brasileira é de indubitável baixa qualidade. Como prova viva disto, vi no Enem um quebra-cabeça muito além do que temos a capacidade de montar. Talvez, na concepção de Haddad, esta dificuldade da prova seja um meio de tornar explícita a real situação da educação no país e assim, de feridas a mostra, buscarmos um meio de melhorá-la. A impressão que me fica, no fim das contas, é que o Novo Enem é um importante passo para a educação brasileira, se não é diretamente na melhora de qualidade, ao menos serve para a análise mais aprofundada dos problemas geralmente maquiados por motivos políticos. O novo Enem não é a solução, mas faz a busca por ela torna-se um pouco mais fácil.Um som filosófico
Postado por
Sandro Dantas
Teatro Dos Vampiros
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Tio Sam dividiu o trono!
Postado por
Sandro Dantas
A pouco tempo atrás acompanhamos de nossos televisores (e somente por eles) a tão temida Crise Mundial, acontecida graças ao problema de crédito americano, problema este que transferiu-se para todo o globo através do mutualismo econômico EUA - Resto do Mundo. Quem não sucumbiu ao pânico durante esta crise, pode observar um interessante acontecimento: Países, até ali, vistos como pouco influentes foram definitivamente enxergados como futuras potencias, em especial a China, economia em clara e agressiva expansão que pouco foi abalada pela crise .
Incontestavelmente os americanos vêm perdendo espaço política e economicamente, deixaram de ser o único ponto de referência em autonomia e apoio e acabaram abrindo espaço para a concorrência. É claro que em questões militares os EUA ainda é o principal negociador, mas em um mundo onde cada vez mais as grandes guerras são travadas de terno e gravata o poderio bélico, como o EUA, deixa de ser tão influente.
A China, que com sua barata mão de obra, produção e exportação descontroladas, aumenta seu PIB a cada minuto que passa, tornando-se uma atrativa forma de investimento;
Contudo, o Estados Unidos está longe de ser uma massa falida, apesar da especulação, a maior economia do mundo e fonte de investimentos ainda é ele, e como sentiu morder seu calcanhar provavelmente acordará e buscará soluções rápidas para seus impasses, fazendo com que está batalha por aliados fique apenas mais apimentada, e para nós segundo mundo, atrativa!
O Brasil apesar de toda sua autonomia em questões sul-americanas, e de sua riqueza natural absurda, é apenas um jovem inocente cheio de energia no meio desse mundo de ricos e larápios macacos velhos, a administração dos variados e abundantes recursos tupiniquins é de suma importância para a agilidade no desenvolvimento, pois é certo que o crescimento virá, agora é escolhermos se ele vem de avião ou a nado.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Conflitos & Religiosos
Postado por
Sandro Dantas
Ao ser indagado recentemente a respeito dos conflitos religiosos incessantes na Faixa de Gaza, tive que informar que estava desinteirado do assunto e logo mudei o rumo da prosa. Para não correr o risco de ficar boiando se me questionarem novamente, resolvi abrir nosso grande Google e pesquisar um pouco sobre esses benditos conflitos:
Penetrando um pouco na história destes conflitos, percebo que seus fatores geradores não são diretamente religiosos, geralmente são questões geográficas, políticas e econômicas que geram discordância entre, neste caso, diferentes religiões.
Seguidores de uma mesma crença geralmente focam o mesmo ideal, têm uma mesma forma de convivência e quando seus lideres religiosos discordam de algo, eles, fervorosos fiéis, também o discordarão e seguirão discordando cegamente “em nome de Deus” (ainda quero colocar um post só sobre a influência das religiões na sociedade). Esse impulso “divino” que torna os conflitos envolvendo devotos tão árduos, pois a causa que poderia ser passível de acordo acaba transformando-se em um inadmissível ataque a seus ideais religiosos.O conflito Israel-Palestino é exemplo de luta geopolítica fortemente intensificada por elementos religiosos. Jerusalém, centro dos conflitos, é uma cidade sagrada tanto para os Árabes, quanto para os Judeus, os últimos retêm a posse do território atualmente e, segundo os mesmos, não saem de sua cidade sagrada por motivo algum. Com um pouco mais de raciocínio e menos de fanatismo, esta guerra que já dura mais de meio século poderia finalmente terminar, mas infelizmente, esse tal “Deus” deles ainda não quer...
Por estas e outras que nos questionamos se realmente a religião é benefica para a sociedade. Acredito eu que indiferente de religião, cor, cultura ou qualquer que seja a diferença, o importante é sempre praticar o bem!!!
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